O Colapso de Lula no Nordeste

O Lula e o PT atravessam o pior momento de sua relação com o Nordeste. A região que sustentou o lulismo por décadas hoje exibe desgaste político, rupturas internas e perda clara de controle eleitoral.

Foto: Ricardo Stuckert

Na Bahia, ACM Neto aparece à frente do governador Jerônimo Rodrigues, do PT, expondo o enfraquecimento petista no maior colégio eleitoral do Nordeste. No Ceará, o cenário é igualmente simbólico: Ciro Gomes  lidera contra o projeto de reeleição de Elmano de Freitas, candidato apoiado pelo PT, escancarando a fragmentação do campo progressista no estado.

No Maranhão, o governador Carlos Brandão, aliado histórico do lulismo, rompeu com seu vice Felipe Camarão, do PT, desarticulando a esquerda local e esvaziando a influência petista no estado. Já no Rio Grande do Norte, o quadro é ainda mais constrangedor: o vice da governadora Fátima Bezerra, também do PT, anunciou que não disputará o governo. As pesquisas indicam um empate técnico entre Rogério Marinho, do PL, e o União Brasil, deixando o PT fora do protagonismo.

O fato é simples: o Nordeste já não responde automaticamente a Lula. O lulismo envelheceu, o PT se fragmentou e a região deixou de ser território cativo. Para Lula, o cenário é feio. Para o PT, é sinal claro de colapso político.