Em Brasília, nesta terça-feira (25), mulheres negras do Brasil e de 37 países marcharam juntas, reivindicando “Reparação e Bem Viver”. O movimento global busca ressignificar lutas históricas e fortalecer o papel dessas mulheres na sociedade, visando a emancipação e autonomia plena.
A marcha reuniu uma diversidade de identidades: jovens, adultas, idosas, cis, hétero, lésbicas, trans, quilombolas, mulheres das florestas, favelas, ribeirinhas e sem-teto. Essa pluralidade demonstra a amplitude das questões enfrentadas pela população negra feminina, que abrange desde trabalhadoras domésticas até intelectuais e parlamentares.
Inspiradas em ancestrais como Dandara, Aqualtune e Lélia Gonzalez, as manifestantes buscam expandir as conquistas, adotando “Reparação e Bem Viver” como pilares de um projeto de mundo mais justo. Rosane Borges, jornalista e integrante da comissão organizadora, destaca a importância da reparação para corrigir desigualdades históricas perpetuadas desde a escravidão.
“Adotar ‘Reparação’ como vértebra da Marcha Global das Mulheres Negras significa impulsionar um diálogo consistente com o Estado brasileiro”, explica Borges. A reparação histórica envolve ações simbólicas, políticas e materiais que combatam as injustiças presentes, incluindo a redistribuição de riquezas e iniciativas sistêmicas.
O conceito de “Bem Viver”, inspirado em filosofias ancestrais, propõe um novo código sociopolítico baseado em justiça, equidade e bem-estar. A combinação de “Reparação e Bem Viver” visa a restituir a humanidade e o papel das mulheres negras na vida pública, oferecendo esperança em um cenário desafiador.










