Nova regra permite usar notas de edições anteriores, mas é alvo de críticas

Nova medida do MEC que permite usar notas de edições anteriores do Enem gera descontentamento entre estudantes.
Em 9 e 16 de novembro de 2025, estudantes participarão do Enem sob nova regra do MEC que permite a utilização das melhores notas das três últimas edições do exame. A medida, anunciada há duas semanas, visa aumentar as oportunidades de ingresso no ensino superior, mas gerou revolta entre muitos candidatos, que consideram a mudança injusta.
A insatisfação dos estudantes
Um abaixo-assinado com mais de 30 mil assinaturas foi criado para revogar a portaria, e muitos argumentam que a decisão foi tomada sem debate prévio com a comunidade estudantil, em um momento inoportuno, a apenas duas semanas do exame. Os insatisfeitos acreditam que a mudança favorece aqueles que já realizaram o exame em outras edições, criando desigualdade entre quem está fazendo a prova pela primeira vez.
Implicações da nova regra
A nova regra considera a melhor média obtida pelo estudante entre as três últimas edições do Enem para fins de inscrição no Sisu. Essa iniciativa, segundo o MEC, busca ampliar as oportunidades de ingresso no ensino superior e otimizar a ocupação das vagas disponíveis. Porém, especialistas afirmam que a mudança pode elevar a concorrência e as notas de corte nos cursos mais disputados.
Contexto e próximos passos
O MEC afirma que a comparabilidade das provas é garantida por meio da metodologia TRI (Teoria da Resposta ao Item), que permite a avaliação entre diferentes edições do exame. Entretanto, a implementação dessa medida será acompanhada de perto pelos estudantes e pela comunidade educacional, que já se mobiliza para discutir os impactos da nova regra na educação superior.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










