Estratégia busca maior proximidade com o público

STF adota nova abordagem comunicacional sob a presidência de Barroso, buscando dialogar com o público.
Na segunda-feira (29), após um ano à frente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso deixa um legado de mudança na comunicação da corte, buscando dialogar com o público em um contexto repleto de críticas. A nova abordagem inclui um modelo mais ativo e descontraído nas redes sociais, com o intuito de furar a bolha jurídica e alcançar segmentos que normalmente não têm acesso às informações do tribunal.
Nova abordagem nas redes sociais
O STF passou a utilizar videocasts, quizzes e parcerias com influenciadores, além de lançar pacotes de figurinhas no WhatsApp. O objetivo é tornar as informações mais acessíveis e engajar um público mais amplo, segundo o tribunal. No entanto, essa estratégia tem gerado polêmicas, como a parceria com o Porta dos Fundos, que dividiu opiniões entre especialistas.
Contexto de rejeição e críticas
A implementação dessa nova estratégia ocorre em meio a um aumento na reprovação do desempenho dos ministros, que alcançou 36% em uma pesquisa recente. Além disso, a presença do STF nas redes sociais é vista por alguns críticos como uma exposição excessiva, que pode prejudicar a imagem da corte. Contudo, outros especialistas, como Marcelo Vitorino, argumentam que essa interação digital é essencial para dialogar com públicos que não acompanham a cobertura tradicional.
Futuro da comunicação do STF
Embora não haja previsões de novos formatos digitais até o final de 2025, o sucessor de Barroso, Edson Fachin, já enfatizou a necessidade de uma comunicação mais ética e acessível, indicando que a pauta da comunicação do STF poderá continuar a se desenvolver mesmo após a mudança de liderança. Esse movimento reflete uma tentativa de democratizar a linguagem e tornar o tribunal mais próximo da sociedade.










