O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) reafirmou sua convicção de que a tragédia no Ninho do Urubu, que resultou na morte de dez jovens atletas do Flamengo em 2019, foi consequência direta de negligências e omissões. A instituição recorreu da decisão que absolveu os réus, alegando que dirigentes, engenheiros e responsáveis técnicos falharam em garantir condições seguras de alojamento para os jovens.
Na apelação, anexada ao processo nesta segunda-feira, o MP-RJ detalha as razões para a condenação dos réus por incêndio culposo qualificado. Promotores especializados em desporto, defesa do torcedor e combate à sonegação fiscal assinam o recurso, reforçando a gravidade do caso e a necessidade de responsabilização.
O MP-RJ argumenta que a ausência de alvará, as notificações prévias e as autuações da Prefeitura demonstravam a situação irregular e perigosa das instalações. “Acreditamos que havia uma clara demonstração de que o local não atendia aos requisitos mínimos de segurança”, afirma trecho do documento.
No recurso, o MP-RJ lista os nomes dos réus que busca condenar: Antonio Marcio Mongelli Garotti, Cláudia Pereira Rodrigues, Danilo da Silva Duarte, Edson Colman da Silva, Fábio Hilário da Silva, Marcelo Maia de Sá e Weslley Gimenes. O órgão destaca que os responsáveis tinham o dever de assegurar alojamentos adequados, com materiais antichamas, saídas de emergência eficientes e manutenção preventiva dos equipamentos.
Ainda segundo o MP-RJ, a sentença que absolveu os réus apresenta incongruências e contradições. O órgão espera que, com a análise do recurso, a decisão seja reformada e a justiça seja feita em memória das vítimas e suas famílias.
Fonte: http://www.oliberal.com










