A megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que resultou em 64 mortes, desencadeou uma onda de manifestações de personalidades nas redes sociais. Artistas e jornalistas expressaram forte desaprovação à ação, questionando a sua legitimidade e proporção.
Debora Bloch compartilhou um vídeo da deputada federal Benedita da Silva, classificando a operação como uma “política de extermínio” em vez de uma estratégia de segurança. A atriz endossou a crítica, reverberando a indignação com o alto número de mortos.
A jornalista Rachel Sheherazade foi ainda mais incisiva, descrevendo a operação como “desastrosa” e “sangrenta”, e acusando as autoridades de “execução sumária” de moradores periféricos. “A polícia entrou para cumprir 100 mandados de prisão, não para cometer 60 execuções”, declarou, enfatizando que a morte de suspeitos não pode ser encarada como consequência inevitável de operações policiais.
Sheherazade também criticou a aparente seletividade das ações policiais, contrastando-as com a impunidade de criminosos de maior poder aquisitivo. “Os maiores e mais poderosos criminosos andam de jatinho, vivem em condomínios de mansões e apertam as mãos de gente graúda de Brasília. Por que o governo não faz operações nesses lugares?”, questionou a jornalista.
Em sua análise, Sheherazade ressaltou que os próprios policiais são vítimas de um sistema que os aprisiona em um ciclo de violência e pobreza. “O policial aprende a odiar a favela de onde veio e não o sistema que aprisiona ele e o traficante na mesma pobreza. Ele é o bucha de canhão. No fim das contas, o gatilho quem puxa é o policial, mas a culpa da chacina é de quem manda matar”, concluiu.
Fonte: http://odia.ig.com.br










