Produtor cultural e empresário com cinco décadas de influência no entretenimento curitibano falece aos 70 anos

Helinho Pimentel, nome-chave na criação de grandes eventos e shows na Pedreira Paulo Leminski, morreu aos 70 anos por complicações de pneumonia. Sua carreira marcou meio século na cultura curitibana.
Helinho Pimentel, um dos principais nomes por trás da consolidação da Pedreira Paulo Leminski como palco dos grandes shows em Curitiba, morreu neste domingo (30) aos 70 anos, vítima de complicações causadas por pneumonia. A notícia marca o fim de uma era no entretenimento local, onde seu trabalho ganhou destaque durante quase cinco décadas.
Helinho iniciou sua trajetória no setor cultural há mais de 50 anos, sendo peça chave em emissoras de rádio focadas no rock, como Estação Primeira, 96 Rock e Mundo Livre FM. Seu alcance, porém, ultrapassou o rádio: ele foi um dos idealizadores do Festival Lupaluna e teve papel decisivo na criação da Pedreira Paulo Leminski, que se tornou referência nacional para shows e eventos de porte.
Até os últimos dias, Helinho ocupava a posição de CEO do Parque das Pedreiras Jaime Lerner, complexo que engloba a Pedreira Paulo Leminski e a Ópera de Arame, onde acompanhava de perto projetos como a Rua da Música, inaugurada recentemente para fomentar a cultura, gastronomia e o lazer na cidade.
A DC Set Group, empresa ligada a Helinho, emitiu nota de pesar destacando a intensidade e contribuição do produtor cultural para o cenário artístico curitibano. A mensagem ressaltou que seu legado segue vivo em projetos ainda em desenvolvimento, ecoando a filosofia de liberdade e arte que pautou sua carreira.
Helinho deixa esposa, quatro filhos e quatro netos. A despedida oficial terá velório na Ópera de Arame, com horário a ser confirmado. Sua ausência é sentida não só no meio cultural, mas também nos bastidores da música e eventos de Curitiba, onde sua influência foi decisiva para tornar a cidade um polo de entretenimento de peso no Brasil.
Fonte: xvcuritiba.com.br










