Ex-presidente é citado como financiador da estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preste depoimento à Polícia Federal. O motivo: ele seria o responsável financeiro pela permanência do filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos Estados Unidos.

O depoimento deve ocorrer em até dez dias e faz parte de um inquérito que apura se Eduardo atuou nos EUA contra o Judiciário brasileiro.
Mais pessoas serão ouvidas
Além de Jair Bolsonaro, Moraes também mandou colher os depoimentos de Eduardo Bolsonaro e do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). O petista, inclusive, apresentou uma denúncia criminal contra Eduardo.
Por morar no exterior e estar licenciado do cargo, Eduardo poderá responder por escrito.
Segundo Moraes, Jair Bolsonaro também seria diretamente beneficiado pelas ações do filho, o que reforça a necessidade de seu depoimento.
Por que o inquérito foi aberto
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura da investigação contra Eduardo Bolsonaro. Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, o deputado estaria usando um “tom intimidatório” para influenciar o julgamento de Jair Bolsonaro na ação penal que apura tentativa de golpe de Estado. Outras 30 pessoas também são rés.
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Moraes acolheu o pedido da PGR e abriu o inquérito na segunda-feira (26), com base em três possíveis crimes:
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Coação no curso do processo
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Obstrução de investigação sobre organização criminosa
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Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Monitoramento nas redes sociais
O ministro do STF ainda ordenou que a Polícia Federal monitore e preserve postagens nas redes sociais de Eduardo Bolsonaro que tenham relação com os fatos investigados.
Reação de Eduardo
Eduardo Bolsonaro respondeu nas redes sociais. Ele criticou a PGR e afirmou que não mudou o tom de seus discursos.
“Não há conduta nova. Há um PGR agindo politicamente. Reafirmo: no Brasil há um Estado de exceção.”
Segundo o deputado, a permanência nos EUA serve para garantir liberdade de expressão e a defesa dos direitos dos brasileiros. Em março, ao anunciar sua licença da Câmara, ele disse que buscaria “sanções aos violadores de direitos humanos” no Brasil.
Representação anterior
No fim de fevereiro, Lindbergh Farias e Rogério Correia, deputados do PT, apresentaram uma denúncia à PGR contra Eduardo. Eles o acusam de conspirar contra as instituições brasileiras a partir dos Estados Unidos. Pediram até a apreensão do passaporte do parlamentar, mas Gonet rejeitou o pedido.
Na ocasião, Moraes também negou abrir inquérito. Agora, com novos elementos, o caso avança.
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