Ministro do STF marca para 28 de julho o depoimento do senador investigado por calúnia contra o presidente

O STF marcou para 28 de julho o depoimento de Flávio Bolsonaro em inquérito por acusações feitas contra Lula. Moraes não aceitou recuo da defesa, que alegou agenda de pré-campanha para atrasar o depoimento.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compareça para depoimento no inquérito que investiga suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A oitiva está marcada para as 14h do dia 28 de julho, mesmo com a tentativa da defesa do senador de postergar a audiência, alegando agenda apertada de pré-campanha presidencial.
A decisão do ministro foi tomada um dia após a defesa solicitar mais prazo e datas alternativas, após a Polícia Federal informar que tentou marcar o depoimento dentro do prazo estipulado, mas não houve definição de data e horário por parte do senador.
O inquérito foi aberto por causa de uma publicação feita por Flávio Bolsonaro em 3 de janeiro, em que ele acusou Lula de envolvimento com crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, além de associar o presidente brasileiro ao líder venezuelano Nicolás Maduro. A Polícia Federal qualificou a fala como falsa imputação de crime, recomendando que o Supremo adote as providências cabíveis. A Procuradoria-Geral da República também manifestou-se favoravelmente ao depoimento.
Moraes rejeita manobra da defesa e impõe prazo
Apesar do pedido da defesa para um adiamento e a justificativa de compromissos políticos, Moraes ressaltou que os advogados tiveram oportunidade para indicar datas e horários, mas não o fizeram. A marcação para 28 de julho demonstra a firmeza do relator em não permitir atrasos na investigação.
Ataques públicos e desgaste político
A fala do senador gerou repercussão e acusações de infundadas, ampliando o desgaste político de Flávio Bolsonaro justamente no momento em que ele busca ampliar sua base de apoio para a corrida presidencial. Enquanto lança planos políticos, como o direcionado às mulheres, o senador enfrenta o peso da investigação e a pressão do STF.
Este caso expõe a tensão crescente entre figuras do antigo bolsonarismo e o atual governo, revelando o impacto dos embates políticos nas instituições e no processo eleitoral que se aproxima.









