Governador deve explicar ações em audiência marcada para 3 de novembro

Ministro do STF exige que governador do RJ explique operação policial mais letal da história do estado em audiência no dia 3 de novembro.
No dia 29 de outubro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), exigiu que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), preste esclarecimentos sobre a operação policial mais letal da história do estado. A audiência está marcada para o dia 3 de novembro e ocorrerá em horários específicos, onde Castro deve apresentar informações detalhadas sobre as ações da polícia nos complexos do Alemão e da Penha.
Detalhes da audiência
Moraes conduzirá a audiência, que contará com a presença do governador, do secretário de Segurança Pública, do Comandante da Polícia Militar, do delegado-Geral da Polícia Civil e do diretor da Superintendência-Geral de Polícia Técnico-Científica. Os horários determinados são: 11h00 para o governador e a equipe de segurança, 13h30 para o presidente do Tribunal de Justiça, 15h00 para o procurador-Geral de Justiça e 16h30 para o defensor Público Geral.
Contexto da operação letal
A decisão de convocar Castro se dá no contexto da “ADPF das Favelas”, uma ação que monitora a letalidade policial no Rio de Janeiro. A operação em questão, realizada em 28 de outubro, foi uma das mais sangrentas, com números de mortos variando entre 119 e 132, de acordo com diferentes fontes. Além disso, 113 pessoas foram presas durante a ação.
Exigências do CNDH
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) fez um pedido formal para que o governo do Rio de Janeiro apresente um relatório circunstanciado sobre a operação. Entre as informações solicitadas estão a definição do grau de força utilizado, o número de agentes envolvidos, o número oficial de mortos e feridos, e medidas de responsabilização em caso de abusos.
Implicações e próximos passos
Esta convocação e as exigências do CNDH refletem uma pressão crescente sobre o governo do RJ para lidar com a letalidade policial e suas consequências. A audiência no dia 3 de novembro será um momento crucial para esclarecer os atos da polícia e a responsabilidade do governo em relação a essas operações.





