Monitor da Ana revela avanço da seca fraca no Centro-Oeste do Paraná em fevereiro


Estudo detalha impactos da estiagem e distribuição irregular de chuvas no verão de 2026

Monitor da Ana revela avanço da seca fraca no Centro-Oeste do Paraná em fevereiro
Região do Oeste do Paraná afetada pela seca. Foto: OESTE DO PARANÁ

O avanço da seca fraca no Centro-Oeste do Paraná em fevereiro de 2026 foi evidenciado pela baixa pluviometria do período, segundo o Monitor da ANA.

Avanço da seca fraca no Centro-Oeste do Paraná em fevereiro de 2026

O avanço da seca fraca no Centro-Oeste do Paraná em fevereiro de 2026, apontado pelo Monitor da Agência Nacional de Águas (ANA), indica uma situação preocupante para o clima regional. Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar, explica que mesmo em um período tradicionalmente chuvoso, as precipitações foram irregulares e abaixo da média, com seis estações meteorológicas registrando acumulados inferiores a 60 mm. Santo Antônio da Platina, por exemplo, teve apenas 8,2 mm no mês, muito distante da média histórica de 137 mm. Essa anomalia no padrão de chuvas foi ocasionada pela atuação predominante de massas de ar seco, reduzindo a disponibilidade de umidade atmosférica esperada para o verão.

Impactos do avanço da seca fraca na agricultura e abastecimento hídrico

O avanço da seca fraca registrado em fevereiro traz consequências tanto de curto quanto de longo prazo para o Paraná. Nas regiões afetadas, como Centro-Oeste, Norte e Sudoeste, a agricultura enfrenta atrasos no desenvolvimento das culturas. Bernardo Lipski, engenheiro agrônomo do Simepar, alerta para o atraso na germinação do milho safrinha causado pela escassez de chuvas, fator que pode prejudicar os ciclos produtivos diante da chegada de períodos de calor intenso. Além disso, o abastecimento de água pode ser comprometido, sobretudo no Norte do estado, onde a seca moderada persiste. O monitoramento contínuo dessas condições climáticas é essencial para orientar estratégias de mitigação dos efeitos da seca na economia e no meio ambiente.

Distribuição irregular das chuvas no verão 2025/2026 e suas causas

Durante os meses de verão de 2025 e 2026, parte do Paraná, incluindo o Centro-Oeste, Sudoeste e a microrregião de Cascavel, registrou chuvas regulares, porém mal distribuídas. Segundo o Simepar, a falta de um sistema de precipitação frequente comprometeu o volume total esperado, mesmo com temperaturas dentro do padrão típico para a estação. Essa irregularidade está relacionada à predominância de massas de ar seco, que impediram a formação de sistemas frontais e outras condições que favorecem a precipitação. Como resultado, áreas que normalmente recebem quantidades adequadas de chuva enfrentaram deficiência pluvial, contribuindo para o avanço da seca fraca.

Regiões do Paraná com diferentes níveis de seca e seus reflexos

Além do Centro-Oeste, o Monitor de Secas da ANA aponta a manutenção da seca moderada no Norte Pioneiro e seca grave em cidades limítrofes com São Paulo. Enquanto isso, seca fraca persiste em grande parte do estado, exceto no Noroeste, extremo Oeste e extremo Sudoeste. Essas variações refletem a heterogeneidade climática regional e a complexa interação entre fatores meteorológicos e geográficos. Os impactos variam conforme a intensidade da seca, afetando desde a agricultura familiar até o abastecimento urbano, e demandam ações específicas para cada área visando minimizar prejuízos e garantir a segurança hídrica.

Monitor de Secas da ANA e a colaboração com instituições regionais

O Monitor de Secas iniciou-se em 2014 com foco no semiárido brasileiro e passou a contar com a coordenação da ANA desde 2017, promovendo a integração entre diversos institutos. No Paraná, o Simepar é responsável pela análise mensal das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados meteorológicos, índices de vegetação, níveis de reservatórios e evapotranspiração. A cada trimestre, o organismo coordena a elaboração de mapas completos que ajudam a visualizar a evolução da seca. Essa cooperação institucional é fundamental para ampliar a compreensão dos fenômenos climáticos e subsidiar políticas públicas que enfrentem os desafios decorrentes da escassez de água.

Perspectivas para os próximos meses e a importância do monitoramento contínuo

Com o início do outono previsto para esta sexta-feira de março, as perspectivas indicam a possibilidade de chuvas com volumes maiores, mas o risco de atraso no crescimento agrícola permanece significativo. A continuidade de períodos de calor pode agravar as condições das plantas e comprometer a produtividade. Por isso, o monitoramento climático e a análise dos dados do Monitor de Secas são essenciais para orientar os agricultores e gestores públicos. Estratégias adaptativas e investimentos em tecnologias de manejo da água e solo poderão ser decisivos para reduzir os impactos da seca fraca e garantir a resiliência do setor agrícola e das comunidades afetadas no Paraná.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

Fonte: OESTE DO PARANÁ


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