Estudo sugere que moai foram movidas de pé por meio de uma técnica de 'caminhada'

Pesquisa recente indica que as estátuas da ilha de Páscoa podem ter sido transportadas de pé, utilizando movimento vertical.
O transporte das estátuas da ilha de Páscoa: um enigma antigo
As estátuas da ilha de Páscoa, conhecidas como moai, têm fascinado pesquisadores ao longo dos anos, especialmente em relação a como foram transportadas. Entre 1200 e 1700 d.C., essas obras monumentais foram esculpidas em uma pedreira e transportadas por longas distâncias, desafiando a lógica devido ao seu tamanho e peso. Um novo estudo sugere que essas estátuas podem ter sido movidas de pé por meio de um método de ‘caminhada’, uma ideia que pode mudar a forma como entendemos essa prática ancestral.
A técnica proposta por pesquisadores
No recente artigo publicado no periódico Journal of Archaeological Science, os arqueólogos Carl Lipo e Terry Hunt apresentaram uma abordagem inovadora para o transporte dos moai. Eles realizaram experimentos que demonstraram que a movimentação vertical em zigue-zague poderia permitir que as estátuas fossem deslocadas com relativa facilidade. A equipe fez um experimento com uma réplica de 4,35 toneladas, movendo-a com cordas que a faziam balançar, imitando assim o movimento sugerido.
Críticas e teorias alternativas
Apesar das novas evidências, a hipótese de que os moai foram transportados de pé não é aceita por todos. A arqueóloga Jo Anne Van Tilburg, que defende a teoria do transporte horizontal, argumenta que a movimentação das estátuas pode ter sido realizada deitadas, usando estruturas de madeira como trenós. Essa visão é apoiada por experimentos anteriores que mostraram que o transporte de moai deitados era viável em terreno plano.
O impacto da pesquisa na narrativa histórica
A discussão sobre o transporte das estátuas da ilha de Páscoa é parte de um debate mais amplo sobre a história e a cultura dos rapanui. O best-seller de Jared Diamond, “Collapse”, pintou um quadro de colapso ecológico e social entre os habitantes da ilha. No entanto, Lipo e Hunt desafiam essa narrativa, argumentando que a sociedade Rapa Nui era próspera na época da chegada dos europeus.
Conclusão: um mistério que persiste
A questão de como as estátuas da ilha de Páscoa foram transportadas continua em aberto, com teorias em constante evolução. O método de ‘caminhada’ proposto por Lipo e Hunt, embora intrigante, encontra resistência na comunidade acadêmica. Os próximos estudos e experimentos serão cruciais para esclarecer esse mistério e oferecer uma visão mais completa sobre a engenhosidade dos rapanui.
A ilha de Páscoa e suas estátuas permanecem um símbolo de mistério e resiliência, refletindo as complexidades da história humana em um ambiente isolado.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: The New York Times










