Medidas fiscais de Haddad: impacto e limites


Estudo da FGV analisa as ações do ministro da Fazenda

Medidas fiscais de Haddad: impacto e limites
Estudo da FGV aponta que medidas adotadas por Haddad não estabilizam a dívida pública. Foto: Folhapress

Estudo da FGV revela que as medidas de ajuste fiscal do ministro Haddad são insuficientes para controlar a dívida pública do Brasil.

As medidas de ajuste adotadas pela equipe do ministro Fernando Haddad vão ajudar a cumprir as regras fiscais nos próximos anos, mas são insuficientes para estabilizar a dívida pública, mostra estudo do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) antecipado à Folha. Essa é uma percepção que já tem permeado o debate entre economistas, mas agora foi traduzida em números por meio de um modelo de projeções fiscais de médio prazo recém-desenvolvido pelo CPFO (Centro de Política Fiscal e Orçamento Público).

Contexto das medidas de Haddad

A análise do FGV Ibre considera duas situações: uma com as medidas já aprovadas até agosto e outra com as novas propostas em tramitação, como a MP de aumento de impostos e as mudanças no Imposto de Renda. Os resultados indicam que, embora haja melhora nas condições para cumprir o limite de gastos e a meta de resultado primário, as mudanças são pouco significativas a médio prazo.

Projeções de longo prazo

Os pesquisadores traçaram dois cenários para a próxima década, considerando o impacto das medidas de ajuste. Para manter a dívida líquida estável, o governo precisaria de um resultado primário acumulado equivalente a 12,5% do PIB em dez anos. Sem essas medidas, o déficit esperado é de 5,5% do PIB, e a necessidade de ajuste fiscal é de 18% do PIB.

Desafios e incertezas fiscais

Os especialistas alertam que as medidas não são suficientes para garantir uma recuperação fiscal consistente a longo prazo. A inclusão das novas medidas apenas altera ligeiramente a perspectiva, reduzindo o déficit esperado para 4,5% do PIB e a necessidade de ajuste para 17%. Contudo, a situação ainda é considerada preocupante, com riscos de mau humor do mercado financeiro.

Conclusão e próximos passos

O estudo enfatiza a importância de se elaborar políticas que considerem os impactos de longo prazo e sugere a necessidade de uma reforma na Lei de Responsabilidade Fiscal. As projeções do FGV Ibre serão atualizadas periodicamente para incorporar novas medidas e mudanças no cenário econômico.


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