MBL em Londrina: indignação de Instagram, voto de realidade

O MBL nasceu atacando o “sistema”: partidos, bastidores, acordos, fundo eleitoral. Vende ruptura. Mas nunca deixou de disputar eleição por partido, usar as regras do jogo e operar exatamente dentro da engrenagem que critica. O antissistema sempre foi mais estética do que prática.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em Londrina, Gabriel Bertolucci replica o modelo.

Vídeos de confronto, ataques aos nomes mais fortes — na úlima eleição escolheu o então prefeito Marcelo Belinati — e uma estratégia clara de tensionar para ganhar visibilidade. Mirar no topo dá palco. É método.

Nas urnas, não se elegeu.

Mas acumulou embates judiciais ao longo do processo. E processo custa. Advogado custa. Estrutura de comunicação custa.

Ele se apresenta como outsider, distante da máquina, até como alguém de origem simples. A pergunta é objetiva: quem sustenta essa engrenagem? Quem banca a conta? A serviço de qual projeto maior essa atuação se encaixa?

É legítimo questionar.