Brasileira de 33 anos amplia recorde mundial ao surfar onda de 22,4 metros em Nazaré, Portugal

Maya Gabeira quebrou seu próprio recorde mundial ao surfar uma onda de 22,4 metros em Nazaré, elevando o Brasil ao topo do surfe de ondas gigantes, em evento reconhecido por especialistas e premiações internacionais.
Maya Gabeira não está para brincadeira: a surfista brasileira de 33 anos voltou a provar que domina o surfe de ondas gigantes ao quebrar seu próprio recorde mundial. Em 11 de fevereiro de 2020, na Praia do Norte, em Nazaré, Portugal, Maya surfou uma onda colossal de 22,4 metros — o equivalente à altura de um prédio de sete andares — ampliando em cerca de 1,7 metro sua marca anterior, também conquistada no mesmo palco.
A consagração de Maya no topo do surfe mundial
A performance da brasileira foi oficializada após rigorosa análise técnica feita por especialistas da University of Southern California, WaveCo Science Team e Scripps Institution of Oceanography. Eles consideraram elementos como a altura da atleta, o tamanho da prancha e pontos de referência nas imagens para confirmar a monstruosa medida da onda. O Guinness World Records validou a marca, que também recebeu o reconhecimento da World Surf League (WSL) e do Red Bull Big Wave Award.
Superação e protagonismo nacional
A trajetória da surfista é marcada por desafios. Em 2013, Maya sofreu um grave acidente em ondas gigantes, pouco antes de consolidar-se como uma das maiores da modalidade. Apesar dos traumas, ela jamais abandonou o esporte, revelando resiliência e determinação pouco comuns. Iniciou sua carreira profissional em 2004 e desde então coleciona títulos e reconhecimento, incluindo o ESPY de Melhor Atleta Feminina de Esportes de Ação, em 2009.
Nazaré, palco dos gigantes e domínio brasileiro
A Praia do Norte é hoje sinônimo de ondas monstruosas e disputa acirrada entre os melhores surfistas do mundo. Além do recorde de Maya, o brasileiro Rodrigo Koxa detém o recorde masculino, com uma onda de 24,38 metros surfada em Nazaré. Com os recordes feminino e masculino no currículo, o Brasil se firma como potência incontestável no surfe de ondas gigantes.
Maya Gabeira não apenas ampliou seu próprio limite; ela cravou o nome do Brasil na história do esporte, desafiando os oceanos e as expectativas. Essa vitória vai muito além da medição da onda — é uma demonstração do poder de superação e da liderança nacional num esporte que exige coragem à prova de tudo.
Fonte: bandab.com.br










