Em meio à multidão que lotava a Arena Brava Jockey, a apresentação de Marisa Monte no show ‘Phonica’ transcendeu o espetáculo. A emoção era palpável, com os olhos marejados entregando a profunda conexão da autora com a obra da artista. A performance, que revisitou clássicos da carreira de Monte ao lado de uma orquestra regida pelo maestro André Bachur, se tornou um momento de profunda introspecção e gratidão.
As canções de Marisa Monte, desde os tempos de universidade, pavimentaram o caminho para a autoaceitação. A interpretação de clássicos como ‘Rosa’, de Pixinguinha, presente no álbum ‘Mais’, ressoou com força na memória da autora. Mesmo à distância do palco, a admiração pela artista se intensificou através do telão e das melodias que marcaram sua trajetória.
A canção ‘Vilarejo’, em especial, despertou lembranças de momentos desafiadores, reacendendo a esperança por um futuro melhor. Como a própria artista desejou, a arte daquela noite se transformou em um farol de otimismo. Marisa Monte personifica a “poesia permitida e o afeto legitimado”, como definiu a autora, inspirando a expressão individual em um mundo complexo.
O repertório da cantora também ensina a abraçar a tristeza, transformando a dor em dança e libertação. Versos como “Faça sua dor dançar/ Atenção para escutar/ Esse movimento que traz paz…”, da canção ‘O Que Você Quer Saber de Verdade’, ressoam como um mantra. Através de suas interpretações intensas sobre encontros e desencontros amorosos, Marisa Monte proporciona um espelho para a alma.
Em ‘Amor I Love You’, a artista oferece um valioso ensinamento sobre a importância de expressar o amor. E em ‘Infinito Particular’, a autora se reconhece como “pequenina e também gigante”, encontrando em Marisa Monte a confirmação de sua própria identidade. Como na canção, “eu sou daqui, eu não sou de Marte”, uma celebração da autenticidade e da conexão com o mundo.
Fonte: http://odia.ig.com.br










