Em uma iniciativa inédita, a Marinha do Brasil iniciou, nesta quinta-feira (16), a “Comissão Balizope 2025”, uma operação bilateral com o Paraguai para implementar o balizamento náutico em um trecho da Hidrovia Paraguai-Paraná sob jurisdição paraguaia. A ação, conduzida pelo Centro de Hidrografia e Navegação do Oeste (CHN-6), sediado em Ladário, visa aprimorar a segurança da navegação em uma hidrovia estratégica para o escoamento de cargas na região.
Até a primeira semana de novembro, serão instalados 50 sinais náuticos em uma área carente de sinalização, abrangendo 542 quilômetros da hidrovia, desde a foz do Rio Apa, na fronteira com Porto Murtinho (MS), até a foz do Rio Pilcomayo, próximo a Assunção. A equipe do CHN-6, a bordo das lanchas balizadoras Lufada e Piracema, já está na área desde o dia 2 de outubro, trabalhando para garantir a segurança e eficiência da navegação.
A “Balizope 2025” é resultado de um acordo bilateral entre Brasil e Paraguai, que já contemplou a entrega de 34 cartas náuticas do trecho em questão. Segundo o Capitão de Fragata Elides Freitas de Jesus Júnior, diretor do CHN-6, a iniciativa permitirá “a implementação do balizamento com base em sondagens atualizadas, assegurando a confiabilidade dos dados e contribuindo significativamente para a segurança da navegação e salvaguarda da vida humana na hidrovia”.
A ação também visa fortalecer a cooperação entre os dois países. “Esta iniciativa promoverá o estreitamento de laços, integração e interoperabilidade entre Brasil e Paraguai, reforçando o protagonismo do Brasil no contexto regional, por meio da cooperação técnico-naval com países vizinhos”, completa o Capitão de Fragata Elides Freitas de Jesus Júnior. A Hidrovia Paraguai-Paraná, com seus 3.442 quilômetros de extensão, é vital para a integração econômica da América do Sul.
A Marinha do Brasil ressalta a importância da sinalização náutica para a orientação dos navegantes, especialmente em rios com variações sazonais no nível da água. Os sinais instalados indicarão o caminho mais seguro, áreas rasas e potenciais obstáculos, otimizando a navegação em uma hidrovia que está passando por um processo de privatização no Brasil, visando modernizar o sistema de transporte fluvial e aumentar o fluxo de cargas, principalmente de minério de ferro.










