Doutora em ciência da enfermagem, destacou-se pela pesquisa, ética e defesa da profissão

Maria Tereza Leopardi deixou um legado na enfermagem brasileira marcado pela ética, pesquisa e cuidado humanista.
A trajetória acadêmica e o impacto do legado na enfermagem
Maria Tereza Leopardi construiu seu legado na enfermagem com uma sólida carreira acadêmica, iniciada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde estudou e coordenou o Programa de Pós-Graduação em enfermagem entre 1992 e 1994. Sua atuação foi marcada pela criação do Práxis, laboratório de pesquisa focado em trabalho, ética, saúde e enfermagem, que se tornou referência para políticas públicas e modelos assistenciais em todo o Brasil. Tereza destacou-se por fomentar o pensamento crítico e teórico da enfermagem, valorizando a ciência e a ética como pilares essenciais da profissão.
Contribuições para a formação de profissionais e influência institucional
Como fundadora e primeira coordenadora do curso de enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), Maria Tereza Leopardi deixou um legado na enfermagem que vai além da pesquisa, sendo reconhecida pelo acolhimento e postura ética na formação de novas gerações. Sua participação no Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina (Coren/SC), entre 1992 e 1994, reforçou sua influência na consolidação da profissão, tornando-se uma referência para profissionais e instituições que buscam o desenvolvimento científico e humano da enfermagem brasileira.
Características pessoais e humanismo nos cuidados
A dedicação e o cuidado humanista foram marcas registradas de Maria Tereza Leopardi. Segundo amigas próximas, sua inteligência, sensatez e generosidade acompanhavam uma profunda reflexão filosófica e espiritualidade que orientavam sua atuação na saúde e educação. Além de sua carreira acadêmica, Tereza era artista, amante das plantas, mãe incansável e apreciadora da música e da poesia, o que complementava seu perfil humanista e inspirador.
O impacto social e legado familiar
Nascida em Criciúma e criada em um ambiente simples, Tereza construiu uma carreira sólida e independente, destacando-se por sua determinação, pragmatismo e altruísmo. Mesmo diante dos desafios pessoais, manteve o compromisso com a profissão e com a família, deixando como legado cinco netos, quatro filhos e a memória de sua contribuição à enfermagem e à sociedade. Sua morte em 26 de novembro de 2025, ocasionada por câncer no pâncreas, foi lamentada por colegas e instituições que reconhecem ela como um ícone do cuidado e da pesquisa na área.
Reflexões finais sobre o desenvolvimento científico e ético na enfermagem
O legado na enfermagem deixado por Maria Tereza Leopardi representa uma inspiração para a contínua valorização da profissão, ressaltando a importância da pesquisa, da ética e do humanismo no cuidado à saúde. Sua trajetória reforça a necessidade de um olhar crítico e fundamentado que sustente políticas públicas e práticas assistenciais, garantindo a qualidade e a dignidade no atendimento aos pacientes. Profissionais e instituições seguem influenciados por seu exemplo, perpetuando a missão de fortalecer a enfermagem como ciência e arte do cuidado.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Arquivo pessoal










