O senador americano Marco Rubio intensificou as críticas ao sistema judiciário brasileiro e sinalizou possíveis retaliações dos Estados Unidos, reacendendo tensões diplomáticas. Rubio expressou seu descontentamento com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-a como parte de uma “campanha crescente de opressão judicial”. A administração americana estuda medidas punitivas e promete anunciar suas decisões nos próximos dias.
Em entrevista à Fox News, Rubio prometeu uma resposta americana à situação, sem detalhar quais sanções estão sendo consideradas. “Portanto, haverá uma resposta dos EUA a isso, e é isso – teremos alguns anúncios na próxima semana ou algo assim sobre quais medidas adicionais pretendemos tomar”, declarou o senador. Suas declarações acentuam a preocupação do governo americano com o que considera um declínio do Estado de Direito no Brasil.
Rubio alega que “juízes ativistas” têm perseguido Bolsonaro e promovido ações contra empresas e cidadãos americanos. Essa não é a primeira vez que o senador manifesta sua insatisfação com decisões judiciais no Brasil. Na semana passada, após a condenação de Bolsonaro, Rubio já havia ameaçado o país com sanções, referindo-se ao caso como uma “caça às bruxas”.
Entre as possíveis sanções em estudo, especula-se a extensão da Lei Magnitsky a ministros que votaram pela condenação de Bolsonaro e seus familiares. Outras medidas incluem a suspensão de vistos e a imposição de tarifas secundárias ao Brasil pela compra de petróleo russo. Fontes em Washington indicam que Viviane Barci Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, pode ser alvo da Lei Magnitsky.
As declarações de Rubio e a iminência de sanções americanas colocam em xeque as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos. A postura do senador, influente em círculos políticos americanos, demonstra uma crescente preocupação com o cenário político e judicial brasileiro, podendo impactar significativamente a cooperação e o comércio entre os dois países.
Fonte: http://odia.ig.com.br










