Parlamentares paranaenses se alinham para derrubar aumento do imposto sobre operações de crédito
A Câmara dos Deputados deve votar ainda nesta segunda-feira (16) a derrubada do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empresas. A medida, em vigor desde abril, elevou o custo de operações de crédito para o setor produtivo e gerou reação contrária de entidades empresariais e da oposição no Congresso.

O decreto é alvo de um projeto de decreto legislativo (PDL) apresentado pelo deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos), com apoio de outros partidos de centro e direita. Para que a revogação seja confirmada, é preciso maioria simples na Câmara e depois no Senado.
Maioria da bancada paranaense é contra o aumento
No Paraná, a maioria dos deputados federais já sinalizou apoio à derrubada do decreto. Dos 30 parlamentares da bancada, ao menos 19 se declararam favoráveis ao PDL que revoga a alta do IOF. O levantamento foi feito com exclusividade pelo Politiza.
Entre os que votam “sim” para a derrubada estão nomes de diferentes legendas:
- Beto Richa (PSDB);
- Delegado Matheus Laiola (União Brasil);
- Diego Garcia (Republicanos);
- Dilceu Sperafico (Progressistas);
- Felipe Francischini (União Brasil);
- Filipe Barros (PL);
- Geraldo Mendes (União Brasil);
- Giacobo (PL);
- Luisa Canziani (PSD);
- Luiz Carlos Hauly (Podemos);
- Padovani (União Brasil);
- Pedro Lupion (Progressistas);
- Reinhold Stephanes (PSD);
- Ricardo Barros (Progressistas);
- Rodrigo Estacho (PSD);
- Sargento Fahur (PSD);
- Sergio Souza (MDB);
- Tião Medeiros (Progressistas); e
- Vermelho (Progressistas).
Maioria da bancada governista não respondeu
Do lado governista, a maioria do PT paranaense optou por não declarar voto. Tadeu Veneri e Zeca Dirceu já se manifestaram contra a derrubada, ou seja, a favor da manutenção do decreto de Lula. Outros deputados do partido, como Carol Dartora, Lenir de Assis e Elton Welter, ainda não deram resposta oficial sobre o tema. Aliel Machado (PV) e Luciano Ducci (PSB) declararam, por meio de suas asssessorias, que não tem posições definidas sobre a proposta.
Indefinições e ausências
Alguns deputados da bancada paranaense ainda não oficializaram posição. Luiz Nishimori (PSD) está em viagem internacional para o Japão e, segundo a sua assessoria, só volta dia 25, por isso, não irá votar. Outros como Luciano Alves (PSD), Paulo Litro (PSD) e Toninho Wandscheer (Progressistas) também não declararam voto até o momento, apesar de terem sido procurados pela reportagem.
Contexto político
A votação representa mais um teste de força entre o governo Lula e o centrão na Câmara. A insatisfação com o aumento do IOF tem unificado até parlamentares que, em outras pautas, costumam votar alinhados ao Planalto.
A pressão de empresários, especialmente do setor agrícola e da indústria, é outro fator que tem influenciado os deputados. Lideranças empresariais alegam que o aumento do imposto prejudica a recuperação econômica e encarece o crédito para investimentos.
Caso a Câmara derrube o decreto, a decisão ainda precisará ser confirmada pelo Senado.
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