Presidente da Venezuela clama por uma 'guerra maluca' em inglês frente a tensões no Caribe

Maduro clama por paz e pede que não haja uma guerra maluca na região após ações militares dos EUA.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira (23) que a “Venezuela quer paz” e pediu, em inglês, que não haja uma “guerra maluca” na região, frente às ações militares dos EUA. A presença militar americana no Caribe inclui destróieres com mísseis guiados, caças F-35, um submarino nuclear e cerca de 6,5 mil militares.
Ações militares dos EUA
Em agosto, Washington enviou contratorpedeiros, um submarino e barcos com efetivos das forças especiais para águas internacionais no Caribe. Em 2 de setembro, a flotilha realizou o primeiro dos nove ataques contra embarcações e submersíveis na região da América do Sul, resultando em pelo menos 37 supostos traficantes de drogas mortos.
Reações de Maduro
Maduro classificou as operações como uma ameaça e assédio por parte de Washington, afirmando que elas têm como objetivo uma mudança de regime para se apropriar do petróleo venezuelano. Além disso, ele criticou as ações de Trump, que afirmou não precisar pedir ao Congresso uma declaração de guerra aos cartéis e que as operações continuarão.
Críticas internacionais
As ofensivas americanas foram criticadas por analistas e especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU), que afirmaram que os bombardeios violam o direito internacional e constituem execuções extrajudiciais, desrespeitando a soberania da Venezuela. Os especialistas enfatizam que o uso de força letal em águas internacionais sem base legal adequada é inaceitável e contraria obrigações internacionais fundamentais.





