Presidente se pronuncia após rejeição do Senado dos EUA a restrições militares

Nicolás Maduro garante que ninguém tirará a independência da Venezuela após rejeição do Senado dos EUA.
Maduro reafirma a independência da Venezuela em discurso
Na segunda-feira (10.nov.2025), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez uma contundente declaração sobre a independência de seu país, afirmando que “ninguém” poderá retirar a liberdade, a paz e a soberania da nação. O discurso ocorreu em um momento crítico, após o Senado dos Estados Unidos rejeitar uma proposta que buscava limitar as operações militares contra a Venezuela, o que intensificou as tensões entre os dois países.
Rejeição da proposta no Senado dos EUA
A proposta, que visava obrigar o presidente dos EUA, Donald Trump, a obter a aprovação do Congresso antes de ordenar qualquer ação militar contra a Venezuela, foi derrotada por 51 votos a 49. Este foi o segundo fracasso em menos de um mês para os legisladores que tentaram restringir a atuação militar do governo americano em operações relacionadas a embarcações suspeitas de tráfico de drogas na América Latina. Em seu discurso, Maduro reiterou que a decisão dos EUA não afetará a determinação do povo venezuelano de se manter livre e soberano.
A resposta de Maduro ao imperialismo
Maduro não poupou críticas ao governo dos Estados Unidos, afirmando que não se importam com as declarações do “império norte-americano”, e que a Venezuela e a América do Sul estão decididas a manter sua liberdade. O presidente exclamou: “Ninguém nos tirará a liberdade. Ninguém nos tirará a paz e a independência do país. Ninguém é ninguém, tenha o sobrenome que tiver”. Ele destacou que a luta pela liberdade foi conquistada a “sangue e fogo”, enfatizando a resistência do povo venezuelano diante de pressões externas.
Contexto das ofensivas militares norte-americanas
Desde setembro, os Estados Unidos têm realizado ofensivas regulares contra embarcações no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe, o que tem gerado preocupações sobre possíveis intervenções militares na região. A rejeição da proposta no Senado mostra uma divisão entre os legisladores americanos sobre a abordagem a ser adotada em relação à Venezuela, um tema que continua a ser polêmico tanto em termos internos quanto nas relações externas dos EUA.
O impacto da política externa dos EUA na América Latina
A postura agressiva dos Estados Unidos em relação à Venezuela não é um fenômeno isolado, mas parte de uma estratégia mais ampla na América Latina. As atitudes e ações do governo norte-americano têm gerado reações diversas entre os países da região, que buscam afirmar sua soberania e independência diante das ações dos EUA. Maduro, ao fazer suas declarações, também se coloca como um defensor da autonomia da América Latina, reforçando a necessidade de um diálogo pacífico entre as nações da região.
Conclusão
As palavras de Maduro refletem não apenas a sua posição como líder da Venezuela, mas também um chamado à resistência contra as pressões externas. À medida que a situação política continua a se desenvolver, a luta pela independência e pela soberania da Venezuela permanece um tema central na agenda política do país e nas relações internacionais.
Fonte: www.poder360.com.br










