Reportagem do site Metrópoles revelou que ex-dirigentes do INSS fecharam delação premiada e colocaram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no circuito de relatos que envolvem interlocuções e relações com investigados no escândalo bilionário que atingiu aposentados e pensionistas.

O episódio reacende um roteiro já conhecido: negócios privados orbitando estruturas públicas e o peso inevitável do sobrenome presidencial pairando sobre a narrativa. Delação não condena, mas ilumina bastidores — e, quando a luz alcança o entorno familiar do poder, o desgaste político é automático.
No Planalto, a preocupação não é apenas jurídica, mas simbólica. A repetição de menções a Lulinha em investigações reforça a dificuldade crônica do lulismo de separar projeto político e núcleo familiar. Cada novo capítulo reabre cicatrizes antigas e mina o discurso de normalidade.
Mais do que o desfecho do caso, o problema é o enredo que insiste em se repetir. E, para um governo que tenta vender estabilidade, ter o filho do presidente novamente citado em delação é tudo, menos detalhe.





