Presidente nega privilégios ao filho em inquérito sobre desvios no INSS e reforça que ele terá que provar inocência

Lula afirma que filho, investigado pela Polícia Federal, não receberá privilégios e terá que provar inocência em caso de acusações no esquema de desvios no INSS.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou com firmeza que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, não terá tratamento privilegiado diante da investigação da Polícia Federal sobre desvios no INSS. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., Lula afirmou que, caso Lulinha seja acusado, será tratado como qualquer cidadão e não usará seu cargo para protegê-lo.
“Se o meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, enfatizou o presidente, que acredita na inocência do filho, que jura diariamente não estar envolvido no escândalo.
Lula ressaltou ainda que Lulinha viveu de perto o impacto da Operação Lava-Jato na família, incluindo a morte da esposa do presidente, e que conhece a gravidade de errar. “Ele sabe que não tem direito de errar e jura isso para mim todo dia”, declarou.
Atualmente fora do país, Lulinha, segundo Lula, retornará ao Brasil se formalmente acusado e não tentará fugir. “Ele vai ter que provar que é inocente. E, se for culpado, vai pagar o que todo mundo tem que pagar quando erra”, completou o presidente.
Desde 2006, Lulinha tem sido usado como alvo para desgastar Lula, mas até hoje as acusações não foram comprovadas, conforme destacou o mandatário.
A investigação autorizada pelo ministro André Mendonça do STF apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo Lulinha em processos relacionados à autorização para comercialização de cannabis medicinal pelo Ministério da Saúde. A apuração faz parte de um inquérito maior, iniciado em 2020, que investiga fraudes nos descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS, com indícios de uma “fábrica de assinaturas falsas” e movimentação financeira bilionária.
A Polícia Federal indicou que Lulinha pode ser sócio oculto de envolvidos no esquema, com possíveis ligações com intermediários investigados.
PF avança em investigação contra Lulinha
- Ministro André Mendonça autoriza inquérito no STF
- Apurações envolvem suspeita de tráfico de influência e corrupção
- Caso integra investigação maior sobre desvios bilionários no INSS
Lula reforça compromisso com a Justiça
- Presidente promete não intervir em investigações contra seu filho
- Destaca que Lulinha terá que provar inocência ou arcar com consequências
Reação e contexto político
- Lulinha historicamente visto como alvo para desgastar Lula
- Caso reforça tensão entre Executivo e órgãos de investigação
A postura firme do presidente e a formalização da investigação mostram que o caso avança num cenário político delicado, com potencial para desgastar a imagem do governo e aprofundar disputas institucionais.








