Lula responde a Trump: “Dê palpite na sua vida, não na nossa”

Presidente do Brasil rebate declaração de Donald Trump, que pediu para deixarem Bolsonaro em paz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu nesta segunda-feira (7) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pediu publicamente para que o Brasil “deixe Jair Bolsonaro em paz”. A fala de Trump gerou repercussão e foi vista como uma tentativa de interferência nas questões políticas internas brasileiras.

Lula rebateu as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: Inteligência Artificial)

Em entrevista coletiva ao fim da cúpula do Brics, no Rio de Janeiro, Lula deixou claro que o Brasil não aceita interferência externa em seus assuntos domésticos.

“Eu não vou comentar essa coisa do Trump e do Bolsonaro. Eu tenho coisa mais importante para comentar do que isso. Esse país tem lei, esse país tem regra e esse país tem um dono chamado povo brasileiro. Portanto, dê palpite na sua vida, mas não na nossa”, criticou o presidente brasileiro.

Mais cedo, Lula já havia afirmado que o Brasil não aceita “interferência ou tutela de quem quer que seja”, reforçando a posição do governo de manter a autonomia e soberania sobre suas decisões internas.

A fala de Trump ocorre em um cenário de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após a eleição de Lula em 2022, que marcou o retorno do PT ao poder e uma mudança na postura externa brasileira. Em 2024, Lula declarou apoio à democrata Khamala Harris, que foi derrotada na urnas por Trump. Com o retorno à Casa Branca, o republicano tem demonstrado publicamente apoio ao ex-presidente Bolsonaro, que enfrenta dificuldades políticas desde que deixou o cargo.

O momento da declaração de Lula ocorre em um contexto em que o Brasil busca fortalecer alianças dentro do Brics, grupo que reúne prioritariamente Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e que tem ganhado relevância na política global, muitas vezes em contraposição à influência dos Estados Unidos.

A resposta do presidente brasileiro também reforça o discurso do governo de que as decisões sobre o país são soberanas e devem ser tomadas pelo povo brasileiro, sem interferências externas.

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