Presidente grava vídeo para engajar apoiadores após críticas por uso reduzido de redes sociais

Após críticas internas e da militância, Lula grava sua primeira selfie de campanha para mobilizar apoiadores no segundo turno das eleições presidenciais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou nesta quarta-feira (7) sua primeira selfie de campanha para as plataformas digitais, após críticas internas e da militância sobre sua postura analógica e pouca presença nas redes sociais. No vídeo, Lula convoca seus apoiadores a intensificarem a mobilização nas ruas para reverter a vantagem de pouco mais de dois milhões de votos que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) obteve no primeiro turno da eleição presidencial.
Lula fala diretamente à câmera, afirmando: “Bora gente, pra rua. Vamos conversar com as pessoas. Vamo ganhar essas eleições para não permitir que o retrocesso volte para esse país. Vamos lá, gente. Tá na hora”.
A digitalização da campanha do presidente vinha sendo cobrada por aliados, mas até então ele mantinha o controle das redes sociais e do telefone celular por meio de assessores e da primeira-dama, Janja da Silva. A crescente influência da direita nas redes sociais foi apontada por aliados como um fator que prejudicou o desempenho de Lula no primeiro turno. A senadora Kátia Abreu, recém-filiada ao PT, criticou abertamente a coordenação da campanha petista nesse aspecto.
Para ampliar a capilaridade da campanha, Lula programou para a tarde desta quarta uma reunião com influenciadores digitais da esquerda e jovens parlamentares eleitos, visando alcançar eleitores que não participaram do primeiro turno e buscar “furar a bolha” nas redes sociais.
Além do vídeo convocatório, Lula publicou outro registro em formato selfie criticando a postura do senador Flávio Bolsonaro em relação à votação do fim da escala 6×1, que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas, garante dois dias de descanso e mantém o salário integral. O presidente destacou que a votação será um teste para identificar quem apoia os direitos dos trabalhadores.
Essa proposta deverá ser votada na próxima semana no Senado, e para aprovação precisa obter pelo menos 49 dos 81 votos em cada turno. Na véspera, Lula declarou que a votação será o “primeiro teste” para o PL definir sua posição no Congresso e que “a máscara vai cair” quando a votação começar.
Fonte: gazetadopovo.com.br










