Iniciando a contagem regressiva para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o Brasil sedia a Cúpula de Belém. O Presidente Lula convocou líderes mundiais para este encontro preparatório, buscando um compromisso multilateral robusto e imediato para enfrentar a crise climática. O objetivo é claro: transformar discursos em ações concretas.
“Se não atuarmos de maneira efetiva, para além dos discursos, nossas sociedades perderão a crença nas COPs”, alertou o presidente. Lula enfatiza a necessidade de provar a seriedade do compromisso global com o planeta, transformando a COP30 em um marco de ação decisiva.
O Brasil recorda seu papel histórico na Cúpula da Terra de 1992, onde foram estabelecidos princípios cruciais para a preservação do planeta. Agora, o país se prepara para sediar a COP30 no coração da Amazônia, oferecendo uma oportunidade para que tomadores de decisão globais vivenciem a realidade da região e compreendam a urgência da situação.
Para o Brasil, a COP30 não pode ser apenas um palco de debates teóricos. É essencial que a conferência se traduza em ações efetivas. O presidente Lula reforça a necessidade de recursos financeiros para combater a crise climática, defendendo o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, como base para qualquer acordo climático.
O Brasil demonstra seu compromisso com a agenda climática através de ações concretas, como a redução do desmatamento na Amazônia pela metade em apenas dois anos. Além disso, o país está lançando o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), um modelo inovador de investimento para a preservação florestal, com um aporte inicial de US$ 1 bilhão.
O país também se destaca ao apresentar uma nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) ambiciosa, comprometendo-se a reduzir suas emissões entre 59% e 67%. Lula incentiva outros países a seguirem o exemplo, apresentando e implementando NDCs igualmente robustas. A transição energética justa e o combate à desigualdade também são prioridades para o Brasil.
Em Belém, será lançada uma Declaração sobre Fome, Pobreza e Clima, reconhecendo a importância de vincular a luta contra o aquecimento global ao combate à fome. Lula também defende a criação de um Conselho de Mudança do Clima da ONU, visando garantir que os países cumpram seus compromissos e superar a atual paralisia do sistema multilateral.
“A época das cartas de boas intenções se esgotou: é chegada a hora dos planos de ação”, conclui o presidente Lula, sinalizando o início da “COP da verdade”, onde a ação climática concreta deve prevalecer sobre as promessas vazias.










