Três indivíduos presos na Operação Galeno, que investiga um esquema de revenda ilegal de medicamentos controlados, obtiveram liberdade provisória após audiência de custódia. O farmacêutico Hermenegildo Maciel Neto, o administrador Theo Vale Sales Lima e a dona de casa Rosângela da Silva foram liberados sob diferentes condições, conforme decisão judicial. A operação expôs a venda irregular de remédios controlados, emagrecedores e anabolizantes através de um grupo de WhatsApp denominado “Farmácia Livre”.
Hermenegildo Maciel Neto, proprietário de farmácias, teve sua liberdade condicionada ao pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil, parcelado em três vezes. Além disso, ele deverá comparecer mensalmente à Justiça. Theo Vale Sales Lima, detido por tráfico de drogas, também foi liberado mediante fiança, estipulada em dois salários mínimos, com pagamento parcelado e exigência de comparecimento mensal em juízo, mantendo seu endereço atualizado.
Rosângela da Silva obteve liberdade provisória sem a imposição de fiança, por determinação do juiz Aluizio Pereira dos Santos. Contudo, ela também deverá manter seu endereço atualizado e comparecer mensalmente perante a Justiça. Os alvarás de soltura dos três réus já foram expedidos.
A Operação Galeno, deflagrada pela Decon com o apoio de outras delegacias, cumpriu mandados de busca e apreensão em 11 locais, incluindo farmácias, distribuidoras, residências e a sede da AACC (Associação dos Amigos da Criança com Câncer). A investigação, que durou cerca de um ano, revelou a negociação ilegal de remédios controlados e anabolizantes em um grupo de WhatsApp.
A Polícia Civil apura a possível participação de médicos no esquema. Na farmácia de Hermenegildo Maciel Neto, também foram encontrados alimentos vencidos, resultando na interdição do estabelecimento pelo Procon, com o acompanhamento do Conselho Regional de Farmácia (CRF). A AACC, em nota, esclareceu que a operação teve como alvo um colaborador da instituição, mas não guarda relação com as atividades da associação: “Confirmamos que um colaborador da instituição foi alvo da operação…esclarecemos que a investigação em questão não guarda qualquer relação com a instituição ou suas atividades, tratando-se de assunto de caráter estritamente pessoal do referido colaborador”.










