O samba brasileiro perdeu um de seus maiores expoentes. Arlindo Cruz faleceu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, deixando uma marca indelével na música nacional. Sua trajetória, que ultrapassou quatro décadas, inclui passagens marcantes pelo grupo Fundo de Quintal e uma consagrada carreira solo.
Arlindo Cruz, cuja voz embalou gerações, presenteou o público com canções que se tornaram hinos do samba. Entre os sucessos que marcaram sua carreira, destacam-se “O Show Tem Que Continuar”, “Saudade Louca”, “Meu Lugar” e “O Que É o Amor”, canções que continuam a emocionar e inspirar.
Nas plataformas de streaming, a popularidade de Arlindo Cruz permanece evidente. Músicas como “Será que É Amor”, “Camarão que Dorme a Onda Leva”, “Sonho Meu”, “Meu Lugar” e “O Show Tem Que Continuar” figuram entre as mais ouvidas, demonstrando a atemporalidade de sua obra.
Além de sua carreira solo, Arlindo Cruz brilhou em colaborações memoráveis com grandes nomes do samba. Suas parcerias com Zeca Pagodinho, Sombrinha e Mauro Diniz renderam frutos como “Bagaço da Laranja” (com Zeca Pagodinho), “Meu Lugar” (com Mauro Diniz) e “O Show Tem Que Continuar” (com Sombrinha e Luiz Carlos da Vila), consolidando ainda mais seu legado.
Nos últimos anos, Arlindo Cruz enfrentava problemas de saúde decorrentes de uma doença autoimune, o que o levou a realizar uma traqueostomia e gastrostomia. Apesar das dificuldades, sua música permaneceu viva no coração dos fãs, celebrando sua genialidade e contribuição inestimável para a cultura brasileira.
Como o próprio Arlindo cantava em um de seus maiores sucessos, “O Show Tem Que Continuar”. E assim será, com sua música ecoando para sempre na história do samba.
Fonte: http://www.cnnbrasil.com.br










