Novo álbum de covers reúne Madonna, Roberto Carlos e artistas italianos em repertório que reflete trajetória e paixão da cantora

Com io canto 2, Laura Pausini revisita clássicos da música italiana e internacional, incluindo Madonna e Roberto Carlos, numa celebração à sua história.
Confira a programação da turnê io canto 2 no Brasil
- 27 de fevereiro, Mercado Livre Arena Pacaembu: Show de lançamento da turnê io canto 2.
A motivação de Laura Pausini para lançar io canto 2 após 20 anos
O io canto 2 chega em um momento em que Laura Pausini revela uma necessidade física e emocional de revisitar músicas que marcaram sua formação. A cantora italiana, aos 51 anos, relata que a vontade de produzir um álbum de covers surgiu durante um ensaio em dezembro de 2024, quando decidiu tocar canções fora do seu repertório habitual. Esse impulso contrariou as expectativas da gravadora, que aguardava um lançamento original para 2027. Pausini associa essa iniciativa ao sofrimento vivido durante a pandemia de coronavírus, que a fez valorizar mais a experiência ao vivo e o contato com o público, sua verdadeira fonte de energia.
Repertório diversificado une ícones italianos e internacionais em io canto 2
O álbum apresenta um repertório que abrange desde clássicos italianos até sucessos internacionais, mostrando a vasta influência que moldou a trajetória de Laura Pausini. Entre os artistas homenageados estão Umberto Tozzi, Zucchero, Achille Lauro, Lucio Dalla e a icônica Madonna, com a regravação de “La Isla Bonita”, hit de 1986. O disco também inclui versões de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, representando a conexão da cantora com a música brasileira, especialmente na faixa “Detalhes”, interpretada na voz da diva Ornella Vanoni na Itália. Essa diversidade sonora reflete a amplitude cultural e afetiva que a artista incorpora em suas interpretações.
Aspectos técnicos e escolhas artísticas na produção do álbum
Durante o processo de produção, Laura Pausini gravou cerca de 98 demos para selecionar as faixas que equilibrassem baladas e músicas mais roqueiras. A decisão de incluir “Non Sono una Signora”, da roqueira italiana Loredana Bertè, foi tomada após uma análise aprofundada da discografia da artista. O intervalo temporal das músicas é amplo, indo de 1963 a 2023, demonstrando uma ponte entre passado e presente. Pausini também destaca a presença de composições de autores italianos e descendentes, como Marisa Monte e os Tribalistas, presentes com “Já Sei Namorar”. A escolha do repertório é pautada por uma forte ligação emocional e pela vontade de trazer à tona sua herança musical.
Impacto da pandemia na carreira e a importância dos shows ao vivo para Laura Pausini
A pandemia de coronavírus teve um impacto significativo na motivação de Laura Pausini para voltar aos palcos. A artista confessa que não é adepta do processo de composição e gravação em estúdio, preferindo o contato direto com o público. O período de isolamento despertou nela o medo de perder a normalidade de sua vida, que consiste em viajar e sentir a energia dos fãs. Para Pausini, o fenômeno do ao vivo é essencial para se sentir viva e realizada, independente do tamanho da plateia. Essa percepção reforça sua decisão de antecipar a turnê de io canto 2, mesmo diante de um intervalo curto após a anterior.
A dimensão pessoal e global de io canto 2 na trajetória de Laura Pausini
Laura Pausini enxerga o io canto 2 não apenas como um disco, mas como um retorno à sua adolescência, quando cantava em piano-bar com o pai. Ela enfatiza que, apesar da fama, ainda se considera uma fã da música, demonstrando sua humanidade e simplicidade. A artista globalizada reconhece o mundo fragmentado e hostil em que vivemos, e escolhe o microfone como sua arma para enfrentar a violência e o pessimismo diário. Essa postura confere ao álbum uma carga simbólica, transformando-o em um ato de resistência e celebração da arte como meio de conexão e esperança.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Nicolas Loretucci/Divulgação










