Economista critica medida protecionista dos EUA e destaca fortalecimento de Lula na disputa internacional

Paul Krugman avalia que tarifas dos EUA contra o Pix são tentativa de punir tecnologia brasileira e proteger interesses americanos, mas terão impacto limitado e favorecem Lula.
O prêmio Nobel de Economia Paul Krugman não poupou críticas à decisão do governo Trump de impor tarifas ao Brasil, alegando que o alvo é o sucesso do Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos que vem revolucionando o mercado com transações gratuitas e de baixo custo. Krugman questiona a lógica por trás da acusação de prática comercial desleal, afirmando que oferecer um produto melhor e mais barato não pode ser punido sob essa justificativa.
Tarifas americanas: proteção de interesses ou atraso tecnológico?
Krugman aponta que a medida dos EUA reflete o receio de gigantes como Visa, Mastercard e o setor de criptomoedas diante do avanço do Pix, que desafia modelos de negócio consolidados e o domínio do dólar nas transações internacionais. Ele compara a obrigação do Brasil em oferecer o Pix à exigência americana de bancos manterem depósitos em dólar, demonstrando que não há vantagem desleal, mas sim competição legítima.
Impactos políticos e econômicos para Lula e o Brasil
O economista avalia que, politicamente, a punição americana pode acabar fortalecendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao unir setores nacionais contra uma pressão externa injustificada. Economicamente, Krugman destaca que os EUA terão pouco espaço para elevar tarifas sobre produtos brasileiros, como café e carne, sem prejudicar seus próprios consumidores. Segundo ele, o redirecionamento do comércio global provocado pelas tarifas pode, ironicamente, ampliar a participação exportadora do Brasil.
Resistência americana à inovação digital
Krugman também critica a resistência republicana à criação de uma moeda digital pelo Federal Reserve, sugerindo que o medo não é técnico, mas sim o impacto negativo sobre stablecoins e criptoativos privados. Ele relaciona esse comportamento à postura do governo Trump contra energias renováveis, mostrando um padrão de rejeição a inovações que ameaçam interesses estabelecidos.
Em suma, Krugman desmonta a narrativa americana contra o Pix como desleal, apontando que a iniciativa dos EUA é mais um reflexo de interesses protecionistas e medo da mudança tecnológica, com consequências políticas que podem sair pela culatra, reforçando o Brasil sob Lula no cenário internacional.









