A família de Anderson Velasquez Ferreira, vítima de um brutal espancamento em fevereiro de 2024, busca justiça e espera a condenação máxima para os irmãos Adílio de Albuquerque Rodrigues e Maike Wililian de Albuquerque Rodrigues, acusados pelo crime. O julgamento, que havia sido adiado no mês passado, está agendado para esta terça-feira (9), gerando grande expectativa entre os familiares e amigos da vítima.
Zímer Velasquez Ferreira, irmão de Anderson, expressou a profunda tristeza da família e a esperança de que os acusados recebam uma pena de pelo menos 15 anos de prisão cada. Ele destacou a crueldade do crime, agravada pelo fato de Anderson ser diagnosticado com esquizofrenia. “Perdemos o irmão caçula de oito irmãos. Sempre cuidamos dele e sempre o amaremos”, desabafou Zímer.
A comoção também é compartilhada por Giovana Moura da Silva Ferreira, cunhada de Anderson, que classificou o crime como uma “monstruosidade”. Segundo ela, no dia seguinte ao crime, Adílio teria ameaçado seu filho, sobrinho da vítima, aumentando ainda mais o clima de medo e revolta na família. “Mataram meu menino e depois festejaram. A família quer Justiça”, declarou Giovana.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o crime ocorreu devido ao incômodo dos irmãos com os barulhos que Anderson, diagnosticado com esquizofrenia, fazia durante a noite. Armados com pedaços de madeira, Adílio e Maike teriam agredido violentamente a vítima, que chegou a ser socorrida, mas faleceu seis dias depois em decorrência de traumatismo cranioencefálico.
O MPMS classificou o crime como cometido por motivo fútil e com requintes de crueldade. A frustração da família foi intensificada pelo adiamento do julgamento, inicialmente marcado para 5 de agosto, devido à falta de jurados. A expectativa é que, nesta terça-feira, a justiça seja feita e os responsáveis sejam responsabilizados pela morte de Anderson Velasquez Ferreira.










