A justiça do Equador intensificou a busca por responsáveis pelo assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio, ocorrido em agosto de 2023. Na última quinta-feira, foram emitidos mandados de prisão preventiva contra o ex-ministro do Interior, José Serrano, e o empresário Xavier Jordán, ambos acusados de serem os mandantes do crime. Os dois já se encontram fora do país, nos Estados Unidos.
A decisão da juíza María Ortiz inclui a notificação à Interpol, visando a emissão de alertas vermelhos para a captura internacional dos acusados. Segundo o Ministério Público, a medida foi tomada devido ao “alto risco de fuga e capacidade real de obstrução de justiça” por parte de Serrano e Jordán, que inicialmente deveriam se apresentar periodicamente ao consulado equatoriano em Miami.
Villavicencio, um crítico ferrenho do ex-presidente Rafael Correa, foi morto a tiros ao sair de um evento de campanha em Quito, poucos dias antes das eleições. O ataque, que chocou o país, resultou na condenação de membros da facção criminosa Los Lobos a penas de até 34 anos de prisão. O atirador foi morto no local e outros seis suspeitos morreram na prisão.
As investigações sobre o assassinato de Villavicencio têm levantado diversas questões, inclusive sobre o possível envolvimento de figuras políticas de alto escalão. O jornalista, conhecido por suas denúncias de corrupção, havia exposto esquemas que atingiam aliados do ex-presidente Correa, que atualmente reside na Bélgica e enfrenta uma condenação por corrupção no Equador. Correa nega qualquer envolvimento no assassinato.










