Atriz revela desafios enfrentados em um ambiente dominado por homens

Julia Roberts, aos 57 anos, comenta sobre a misoginia em Hollywood e sua nova personagem em "Depois da Caçada".
A atriz Julia Roberts, 57, abriu o coração sobre as experiências profissionais e afirmou que Hollywood segue dominada por homens. Com 35 anos de carreira, ela revelou que consegue se identificar com a personagem que interpreta em “Depois da Caçada”, novo filme de Luca Guadagnino.
A professora Alma Imhoff, vivida pela atriz, conseguiu ser bem-sucedida em um mundo em que a estrela chamou de “profundamente misógino”, para lecionar na prestigiosa Universidade de Yale, nos Estados Unidos.
Experiência refletida na personagem
Em entrevista ao jornal britânico The Times, quando questionada se sua experiência refletia a da personagem, Julia disparou: “Bem, [Hollywood] ainda é super masculina!”. “Não se engane, mas sim. Qualquer mulher em qualquer profissão em que a maioria não seja composta por mulheres pode repetir o discurso da Alma. Todas nós já passamos por isso. Porque muitas vezes me vejo sentada à mesa e, talvez, só haja mais uma mulher ali.”
O desafio de se fazer ouvir
A estrela explicou que precisou ser firme para fazer sua voz ser ouvida em um espaço dominado por homens: “Em ambientes assim, eu não tenho medo.” Julia ainda contou que decidiu aceitar o papel no filme, mesmo sem ter certeza se gostava ou não da conturbada professora universitária que interpreta. “Basicamente, quando me tornei mãe, aprendi que não podia aceitar um trabalho a menos que estivesse totalmente comprometida com ele. Se eu sentisse que ainda tinha um pé em casa, não conseguiria fazer.”
Conclusão sobre seu papel
“Mas o que me intrigou neste caso foi que eu simplesmente não conseguia decidir se gostava ou odiava a Alma. Ou mesmo se a compreendia. E esse é um bom motivo para sair do conforto do meu lar e trabalhar, certo? Ir para um lugar desconfortável”, concluiu.










