O ministro Luiz Fux retomou nesta quarta-feira (10) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus sete aliados, acusados de planejar uma tentativa de golpe para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. A sessão, que teve início às 9h10, tem previsão de duração até as 14h.
Antes de apresentar seu voto, Fux enfatizou a importância da imparcialidade judicial. “Não compete ao STF realizar julgamento político. Não se pode confundir o papel do julgador com o agente político”, declarou, reforçando o compromisso ético de que “a Constituição vale para todos”. Sua posição é aguardada com expectativa, especialmente pelo núcleo bolsonarista.
Existe uma percepção entre aliados de Bolsonaro de que Fux poderia apresentar uma divergência em relação ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, principalmente no que se refere à severidade das penas. Especula-se que Fux já manifestou discordâncias anteriores sobre o uso da delação premiada de Mauro Cid como prova central, bem como sobre a competência da Primeira Turma para conduzir o caso.
Até o momento, o placar na Primeira Turma do STF está em 2 a 0 pela condenação dos réus. A expectativa é grande, pois restam apenas três votos para a conclusão do julgamento. Caso Fux acompanhe o voto do relator, Alexandre de Moraes, o STF formará maioria pela condenação de Bolsonaro e seus aliados. Na terça-feira (9), Moraes e Flávio Dino já se manifestaram pela condenação.
Fonte: http://agorarn.com.br










