Tribunal dos EUA rejeita pedido de liminar contra cortes baseados em ferramentas de inteligência artificial

Juiz rejeita pedido de 26 funcionários para impedir demissões na Meta, em caso que desafia o uso de inteligência artificial para seleção de cortes.
Um juiz federal dos Estados Unidos, William Orrick, rejeitou o pedido de liminar de 26 funcionários da Meta que buscavam impedir suas demissões, num caso pioneiro que levanta preocupações sobre o uso de inteligência artificial (IA) em cortes de pessoal. Os trabalhadores alegam que a empresa utilizou ferramentas de IA para avaliar produtividade e uso de tokens de IA, prejudicando especialmente aqueles que estavam afastados por motivos de saúde ou licença médica. Orrick considerou que não houve demonstração de dano irreparável que justificasse a suspensão imediata das demissões, previstas para começar em 22 de julho. Embora as alegações estejam sendo avaliadas em arbitragem privada, a decisão permite que a Meta avance na reestruturação que afetará cerca de 10% de sua força de trabalho global. A Meta nega irregularidades e afirma que as decisões foram tomadas por humanos, mas o processo expõe a complexa relação entre automação, direitos trabalhistas e transparência nas gigantes tecnológicas. A disputa também destaca o debate sobre contratos de arbitragem que limitam ações coletivas em casos trabalhistas, deixando os funcionários em posição vulnerável. Este episódio evidencia o desgaste crescente entre inovação tecnológica e proteção do trabalhador, com repercussões políticas e institucionais significativas.









