Filho do ex-vice-presidente José Alencar surge como alternativa para fortalecer palanque petista na disputa estadual

Josué Gomes, filho de José Alencar, é cotado para candidatura ao governo de Minas com apoio do PT e Lula diante de indefinições locais.
Josué Gomes é avaliado para candidatura ao governo de Minas com apoio de Lula
Em meio à dificuldade do PT e de partidos aliados para encontrar um nome competitivo para o Governo de Minas Gerais, Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, tem sido considerado como alternativa para a disputa em 2026. Josué Gomes, natural de Ubá, Zona da Mata mineira, é empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A articulação, confirmada por integrantes do PT mineiro, visa fortalecer o palanque do presidente Lula para sua reeleição.
Perfil político e histórico eleitoral de Josué Gomes em Minas Gerais
Josué Gomes da Silva, com 62 anos, já possui experiência eleitoral em Minas. Em 2014, concorreu ao Senado pelo MDB e conquistou 40% dos votos, ficando em segundo lugar em uma disputa com apenas uma vaga em aberto. Apesar de sua origem empresarial e filiação anterior ao MDB, o nome de Josué surge agora como opção para o PT e aliados, mesmo que sem filiação formal ao partido. Sua trajetória une influência regional em Minas à proximidade histórica com Lula, que teve José Alencar como vice nos dois primeiros mandatos.
Contexto da articulação política em Minas Gerais para 2026
A movimentação em torno de Josué Gomes foi articulada por figuras históricas do PT, como Virgílio Guimarães, ex-deputado mineiro e fundador do partido, que destaca a relevância do empresário diante das recentes conquistas administrativas e econômicas, como a liderança da Fiesp e o acordo de recuperação judicial da Coteminas, grupo têxtil presidido por Josué, com dívidas de R$ 2 bilhões. O PT busca assegurar um candidato competitivo para evitar a fraqueza do palanque estadual para Lula, especialmente após sinais de resistência do senador Rodrigo Pacheco (PSD), primeira opção do presidente para o governo mineiro.
Outros nomes e desafios na disputa pelo governo de Minas
Além de Josué Gomes, outros nomes são avaliados pela base petista e partidos aliados, como Tadeu Leite (MDB), que já sinalizou que não concorrerá, a reitora Sandra Goulart, o ex-procurador Jarbas Soares e a prefeita Margarida Salomão, que pretende permanecer no atual mandato. A movimentação também observa a situação do ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), que, apesar de ter sido apoiado por Lula em 2022, mantém atritos locais. O ministro Alexandre Silveira (PSD), aliado próximo de Lula, pode deixar seu partido, enquanto o vice-governador Mateus Simões (PSD) já confirmou pré-candidatura.
Implicações para o cenário político e eleitoral de Minas Gerais
A possível candidatura de Josué Gomes colocaria um nome com histórico empresarial e forte conexão com Lula na disputa, o que pode alterar o equilíbrio da corrida eleitoral em Minas Gerais. A reestruturação do grupo Coteminas e a gestão da Fiesp são apontadas como trunfos para sua imagem pública. O PT corre contra o tempo para definir seu candidato e garantir um palanque que potencialize as chances do presidente Lula na eleição nacional, refletindo a complexidade das alianças políticas locais diante do cenário fragmentado e da concorrência com partidos como o Novo e o PSD.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: m mostra Lula discursando ao lado de Josué Gomes, presidente da Fiesp










