Chefe do Executivo catarinense fez piada sobre criar um novo país; fala gerou risadas no evento, mas também críticas nas redes sociais
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), virou assunto nas redes sociais após fazer uma brincadeira sobre separar a Região Sul do restante do Brasil. A declaração foi dada na última quinta-feira (12), durante o evento Construa Sul 2025, realizado em Curitiba, com a presença dos governadores Ratinho Junior (PSD), do Paraná, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul.

Enquanto falava sobre a integração entre os três estados, Jorginho usou um tom descontraído e fez referência ao movimento separatista “O Sul é o Meu País”, que, embora sem validade legal, defende há décadas a ideia de criar um país independente formado por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
“Se o negócio não funcionar muito bem lá pra cima, nós passamos uma trena para o lado de cá e fazemos ‘o Sul é nosso país’”, disse Jorginho, arrancando risadas da plateia.
A fala veio em meio a um discurso que destacava as potencialidades econômicas da região e a necessidade de mais atenção do governo federal ao Sul. Jorginho ainda lembrou de um episódio recente envolvendo a revisão da divisa entre Paraná e Santa Catarina, quando, após uma nova medição oficial, cerca de 500 campos de futebol passaram a fazer parte do território catarinense.
Contexto histórico
A referência ao movimento “O Sul é o Meu País” trouxe à tona uma pauta que, embora minoritária, costuma aparecer em momentos de tensão política ou insatisfação regional. O grupo, fundado em 1992, já realizou plebiscitos informais e defende a ideia de um plebiscito oficial para discutir a separação. No entanto, a Constituição brasileira é clara: a federação é indissolúvel, e não há previsão legal para esse tipo de divisão territorial.
Reações divididas
Nas redes sociais, a fala de Jorginho gerou diferentes reações. Enquanto alguns apoiadores trataram como uma piada inofensiva, outros apontaram a declaração como inadequada para um chefe de Estado. Críticas também vieram de opositores políticos, que acusaram o governador de flertar com um discurso separatista.
Até o momento, Jorginho Mello não se manifestou novamente sobre o assunto, nem para reforçar o tom de brincadeira, nem para responder às críticas.
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