Ministro do STF é visto como uma ameaça às emendas parlamentares por setores do Senado

Indicado para o STF, Jorge Messias enfrenta resistência no Senado e precisa desmistificar sua imagem.
Jorge Messias e os desafios de sua indicação ao STF
Como indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias se vê em uma situação delicada no Senado. Setores da Casa expressam preocupações sobre sua capacidade de lidar com o tema das emendas parlamentares, criticando decisões que, segundo eles, podem dificultar pagamentos e gestão de recursos.
A comparação com Flávio Dino
Os senadores da oposição têm rotulado Messias como o “novo Dino”, em alusão ao atual ministro do STF, Flávio Dino. Essa comparação surge pela proximidade entre Messias e o presidente da República, o que gera desconfianças entre os congressistas. A reputação de Dino, que tem sido rigoroso na fiscalização das emendas, acaba refletindo negativamente na imagem de Messias, que precisa se distanciar dessa pecha para conquistar apoio.
A necessidade de apoio no Senado
Para ser aprovado, Messias precisará do voto de pelo menos 41 dos 81 senadores. Aliados do indicado afirmam que ele não tem o perfil combativo de Dino e que sua abordagem deve ser mais conciliadora. Desde sua posse, Dino intensificou o controle sobre a transparência e a utilização de emendas parlamentares, uma ferramenta crucial que movimenta mais de R$ 50 bilhões anualmente.
A resistência à sua indicação
A resistência à indicação de Messias é palpável, especialmente entre aqueles que preferiam Rodrigo Pacheco para a vaga no STF. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, expressou abertamente sua insatisfação com a escolha de Lula, o que complicou ainda mais a situação do advogado-geral da União. Messias já começou a se movimentar, fazendo ligações e buscando apoio entre os senadores, incluindo reuniões presenciais.
O papel de Davi Alcolumbre
Davi Alcolumbre, como presidente do Senado, tem um papel crucial na condução da votação que decidirá sobre a indicação de Messias. Ele já demonstrou que pode postergar essa votação se não estiver satisfeito com as circunstâncias. A relação entre o governo e o Senado se deteriorou após a escolha de Messias, o que aumenta a pressão sobre ele para conseguir uma aproximação com Alcolumbre e outros senadores.
O caminho a seguir
Messias está ciente de que a sua imagem precisa ser reformulada e que o apoio no Senado é fundamental para sua aprovação. Ele busca estabelecer um diálogo mais próximo com os senadores, tentando minimizar as tensões criadas pela sua indicação. O processo de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado é o próximo passo, e a expectativa é que a decisão final sobre a indicação ocorra no próximo ano, caso não haja mudanças significativas na dinâmica política atual.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress










