Em um evento emocionante que uniu pacientes, médicos e voluntários, o Hospital Adventista do Pênfigo, em Campo Grande, promoveu o “Jogo pela Vida”. A partida de futebol, realizada no domingo em alusão ao Dia Nacional da Doação de Órgãos, teve como objetivo principal conscientizar a população sobre a importância da doação e mostrar a recuperação e qualidade de vida após um transplante.
Entre os participantes, destacou-se o músico Gemeel Antônio de Araújo Silva, de 63 anos, transplantado de fígado há dois anos e nove meses. Após um tratamento de quase quatro anos, ele voltou a calçar as chuteiras e comemorou a oportunidade de participar do evento. “O que está valendo é a participação. Me sinto feliz por estar aqui hoje, ver a situação em que eu me encontrava e hoje poder disputar uma partida de futebol”, disse Gemeel, que atuou como goleiro.
A iniciativa, inédita no estado, reuniu cerca de 45 jogadores, incluindo profissionais do hospital, membros da ONG Fratello e representantes da Central Estadual de Transplantes. A médica Marília Bittencourt Espíndola, idealizadora do evento, inspirou-se em uma ação similar realizada na Santa Casa de Porto Alegre. “Nada melhor do que mostrar para a sociedade que a pessoa transplantada volta à vida e consegue jogar, por exemplo, uma partida como a de hoje. O transplante devolve uma vida maravilhosa para o paciente”, ressaltou Marília.
O médico Gustavo Rapassi, chefe da Unidade de Transplante de Fígado, enfatizou a importância do evento como um momento de celebração entre profissionais de saúde e pacientes. “É um dia de festa pra lembrar de todo mundo que já passou por aqui. Ver que eles estavam um tempo atrás entre a vida e a morte e agora jogando com a gente é uma satisfação enorme”, afirmou Rapassi, que espera que a iniciativa se repita nos próximos anos.
O Hospital Adventista do Pênfigo é a única instituição em Mato Grosso do Sul a realizar transplantes de fígado. No primeiro semestre deste ano, foram realizados 51 procedimentos. A assessoria do hospital reforçou que o jogo é um ato simbólico, mas de grande valor para a sociedade. “Quando falamos de transplante, não podemos deixar de falar de doação de órgãos. Não existe transplante sem doação”, informou a assessoria.










