Primeira-dama acusa 'misoginia' nas críticas por gastos em viagens e destaca rotina oficial

Janja Lula da Silva rebate críticas por gastos em viagens internacionais, classificando-as como 'misoginia'. Defende sua rotina profissional e transparência no cargo de primeira-dama.
A primeira-dama Janja Lula da Silva usou a entrevista concedida à Folha de São Paulo e UOL para transformar críticas por seus gastos em viagens internacionais em discurso de vítima, classificando as acusações de ‘gastadeira’ como pura misoginia. Ela detalhou que suas escolhas por hospedagem em embaixadas e viagens na classe executiva são pautadas por questões de segurança e logística, não por luxo desmedido.
Janja se coloca como pioneira e trabalha duro no Planalto
Janja reforçou sua imagem de primeira-dama ‘trabalhadora’ ao ressaltar que mantém um gabinete oficial no Palácio do Planalto, com agenda diária divulgada após pressão por transparência. Segundo ela, nunca antes no Brasil uma primeira-dama havia assumido uma rotina oficial ativa, com reuniões e viagens a trabalho, o que, segundo Janja, explica a reação negativa da sociedade e da imprensa.
Entre misoginia e preconceito de classe
A primeira-dama não economizou nas queixas: além das críticas que relaciona à misoginia, Janja destacou que sofre preconceito de classe por sua origem humilde e trajetória de vida longe de privilégios acadêmicos. Em contraste, lembrou a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, doutora de universidade prestigiada, para justificar a disparidade no tratamento que recebe.
Nesse cenário, Janja fortalece sua narrativa de resistência ao establishment, mas a defesa escorrega ao não apresentar dados concretos sobre seus gastos, deixando espaço para o desgaste institucional e a pressão política sobre o Planalto.









