Israel deu início à transferência de prisioneiros palestinos neste sábado (11), um passo crucial nas negociações para a libertação dos reféns detidos pelo Hamas em Gaza. A movimentação ocorre em meio a declarações otimistas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mediou o acordo, sobre o progresso nas negociações.
O Serviço Prisional de Israel informou que milhares de agentes de segurança foram mobilizados para a transferência noturna dos detidos para as prisões de Ofer e Ketziot, de onde serão libertados como parte do acordo. A operação é delicada e visa garantir a segurança de todos os envolvidos no processo.
Trump, na sexta-feira (10), afirmou que os reféns estavam sendo “recuperados” e que alguns se encontravam em “lugares subterrâneos bastante difíceis”. Ele expressou a expectativa de que os sequestrados retornem a Israel até a segunda-feira (13), sinalizando um possível avanço nas negociações mediadas por ele.
O acordo de paz, baseado em um plano de 20 pontos proposto por Trump, visa a libertação dos 47 reféns restantes, vivos ou mortos, dos 251 sequestrados durante o ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023. Em contrapartida, Israel libertará 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início da guerra.
No entanto, questões cruciais como o desarmamento do Hamas e a reconstrução de Gaza permanecem em aberto. Um membro do grupo terrorista afirmou à AFP que o desarmamento está fora de questão, apesar de Trump ter indicado que o tema seria abordado na segunda fase do plano de paz. “Acho que há consenso sobre a maior parte [do acordo], e alguns detalhes, como qualquer outra coisa, serão resolvidos”, disse Trump.
A reconstrução de Gaza, devastada por intensos bombardeios israelenses, também representa um desafio significativo. Estima-se que a remoção dos cerca de 50 milhões de toneladas de escombros possa levar até 21 anos, segundo avaliação da ONU, destacando a magnitude da tarefa que se apresenta.





