Teerã exige suspensão de sanções, indenizações e fim do bloqueio para liberar passagem estratégica

O Irã define exigências para reabrir o Estreito de Ormuz, incluindo suspensão de sanções e pagamento de indenizações pelos EUA, em meio a acordo parcial com Omã para gerenciamento da via.
O Irã elevou o tom nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto estratégico que transporta cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, tornou público que Teerã definiu uma lista rígida de condições para permitir a passagem de navios pela via, entre elas o fim da guerra regional e a suspensão do que chama de bloqueio americano aos seus portos.
Em entrevista à TV Al Manar, Rezaei afirmou que o Irã já fechou um acordo preliminar com Omã para criar um corredor de navegação compartilhado, dividindo a rota entre águas omanis e iranianas. Contudo, a liberação da passagem depende do cumprimento das exigências impostas aos Estados Unidos, como o cancelamento das sanções econômicas e o pagamento de indenizações.
Fontes próximas às negociações confirmam que detalhes sobre a divisão do controle e receitas do estreito ainda estão em discussão, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana reforça que não aceitará abrir mão de suas reivindicações. Desde o início da guerra regional em fevereiro, o tráfego marítimo no estreito praticamente cessou, mesmo após acordos de cessar-fogo em abril e junho que se mostraram efêmeros.
Essa imposição do Irã expõe a fragilidade das relações entre Washington e Teerã e sinaliza que o desbloqueio do estreito não será simples nem rápido. O impasse mantém o mundo refém da instabilidade no golfo Pérsico, com impacto direto no mercado global de energia e na geopolítica internacional.









