Personagens virtuais ganham espaço nas redes sociais com potencial bilionário e menor risco para marcas

Influenciadores criados com IA ganham destaque global e atraem investimentos por oferecerem conteúdo ilimitado e segurança para marcas.
A ascensão dos influenciadores criados com IA no marketing digital
Os influenciadores criados com IA estão ganhando destaque global em 2026 como uma nova aposta das redes sociais. Um relatório da consultoria Grand View Research projeta que o mercado desses personagens virtuais deve alcançar quase US$ 50 bilhões até 2030, um salto significativo em relação aos US$ 8 bilhões estimados anteriormente. No Brasil, o impacto é notável com exemplos como a Lu, personagem virtual da Magalu, que acumula mais de 30 milhões de seguidores em todas as plataformas e representa um dos maiores sucessos globais desse segmento.
Cases de sucesso e protagonismo no mercado brasileiro e internacional
A personagem Lu da Magalu lidera rankings globais com um faturamento pela publicidade 34 vezes maior do que qualquer outro influenciador virtual. Nos Estados Unidos, Lil Miquela figura como outro grande nome, associando-se a marcas como BMW, Prada e Calvin Klein, além de interagir com figuras políticas como Nancy Pelosi. Essas personalidades virtuais demonstram a viabilidade comercial e o potencial de engajamento das personas digitais, que superam limitações humanas comuns aos influenciadores tradicionais, como cansaço e controvérsias reputacionais.
Vantagens das personas digitais para as marcas e produtores de conteúdo
As vantagens dos influenciadores criados com IA vão além do alcance: eles não adoecem, não se cansam e produzem conteúdos contínuos com maior rapidez e menor custo. Segundo executivos do setor, como Victor Trindade da FlyMedia, o interesse das marcas está relacionado ao menor risco reputacional e à possibilidade de aumentar a produção de conteúdo para as redes sociais. Celebridades brasileiras, como Sabrina Sato, investem em personagens virtuais que complementam suas presenças digitais, reduzindo equipes e otimizando processos graças aos avanços da inteligência artificial.
O avanço tecnológico e a interação digital com o público
Com os evoluções da IA, os influenciadores virtuais passaram a ganhar “cérebros digitais”, permitindo interações mais personalizadas com o público. Empresas como a Biobots criam personagens para celebridades, como Deby Dry e Mary Flower, que atendem fãs e auxiliam nas vendas. Segundo Ney Neto, sócio fundador da Biobots, essa interatividade eleva o conceito de personagem virtual para um ativo estratégico que vai além da simples presença online.
Tendências e desafios para o futuro dos influenciadores digitais criados por IA
Especialistas acreditam que 2026 será um ano decisivo para consolidar esse mercado. Jefferson Nascimento, do Mod Group, destaca que o público já começou a aceitar esses avatares, mas prefere uma estética que se afaste do hiper-realismo para evitar riscos de reputação. A expansão na Ásia, especialmente na China, reforça esse movimento, onde influenciadores virtuais já participam de transmissões ao vivo com vendas milionárias. O desafio está em equilibrar inovação tecnológica com transparência e autenticidade para manter a confiança do público em um cenário cada vez mais digitalizado.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Reprodução/Instagram










