O mercado financeiro demonstra otimismo moderado em relação à inflação. A mais recente edição do boletim Focus, divulgada pelo Banco Central, revela uma ligeira redução na projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, de 4,45% para 4,43%. Essa revisão, embora pequena, sinaliza uma tendência de arrefecimento da pressão inflacionária no país.
Essa é a terceira semana consecutiva que a previsão para a inflação é revista para baixo. O gatilho para essa mudança foi o resultado de outubro, com a menor taxa de inflação para o mês em quase 30 anos. Esse desempenho permitiu que a estimativa alcançasse o intervalo da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A meta definida pelo CMN é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que o intervalo aceitável varia entre 1,5% e 4,5%. A recente desaceleração da inflação, impulsionada pela redução nas contas de luz, tem aproximado o indicador desse objetivo.
Contudo, apesar dos sinais positivos, a inflação acumulada em 12 meses ainda se encontra em 4,68%, ligeiramente acima do teto da meta estabelecida. A persistência desse patamar reforça a cautela do Banco Central, que mantém a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tem utilizado a Selic como principal instrumento para controlar a inflação. Apesar da manutenção da taxa nos últimos meses, o Copom não descarta a possibilidade de novas elevações, caso julgue necessário para garantir o cumprimento da meta inflacionária. O ambiente externo, marcado por incertezas e políticas econômicas nos Estados Unidos, também influencia as decisões do BC.
Fonte: http://infonet.com.br










