Fábrica da Isover enfrenta inquérito do MP devido a reclamações de vizinhos

Indústria da Isover é alvo de investigação por poluição e mau cheiro em Santo Amaro, SP.
Investigação da Isover em Santo Amaro
Na cidade de São Paulo, a fábrica de isolamento térmico e acústico Isover, situada no bairro de Santo Amaro, está sendo alvo de um inquérito civil por parte do Ministério Público. Este inquérito surgiu após diversas reclamações de moradores sobre a poluição causada pela indústria, que inclui mau cheiro e barulho. Recentemente, um órgão técnico do MP constatou que a fumaça emitida pela chaminé da fábrica é odorífera e se espalha pela vizinhança, agravando a situação.
Reclamações da vizinhança
Os moradores da área têm se manifestado continuamente sobre os problemas enfrentados. Em junho deste ano, a questão chegou a ser discutida em uma audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo, onde a Isover se comprometeu a adotar uma nova resina em sua produção para minimizar os odores. Contudo, segundo o relatório do MP, a substituição da resina fenólica pela acrílica não trouxe os resultados esperados e as queixas persistem.
A posição da Isover
Em resposta às alegações, a Isover declarou que a apuração do MP se refere à percepção de odor e à pluma de vapor d’água, que, segundo a empresa, não representam risco à saúde da população. Além disso, a companhia considera que o método de apuração de odor utilizado é frágil, já que a legislação brasileira não estabelece critérios técnicos claros sobre o assunto. A Isover já implementou 60 ações para reduzir os inconvenientes à população, mas não descarta a possibilidade de encerrar suas operações na região, uma decisão que traria impactos socioeconômicos significativos.
Impactos da paralisação
A empresa estima que a paralisação de suas atividades custaria R$ 641 milhões em produção e resultaria na perda de 9.400 empregos. A Isover faz parte do grupo Saint-Gobain, que atua em diversas áreas do mercado de construção. Desde 2023, a empresa tem enfrentado diversas advertências e multas da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), totalizando oito punições somente em 2025. De acordo com informações do órgão, a Isover não atendeu a autos de infração previamente aplicados em diversas ocasiões, mantendo equipamentos em condições inadequadas e emitindo poluentes que afetam o bem-estar público.
Conclusão e próximo passo
A promotora Anna Flavia Magalhães de Caux Barros, responsável pelo inquérito, decidiu aguardar a Cetesb detalhar as penalidades aplicadas à empresa antes de concluir a investigação. A situação continua a evoluir, com a comunidade local atenta às ações da Isover e à resposta do Ministério Público, que busca soluções para as queixas de poluição e desconforto na região.
Fonte: www1.folha.uol.com.br





