A indicação do advogado Wadih Damous para a presidência da Agência Nacional de Saúde (ANS) enfrenta forte resistência no Senado, gerando expectativa de uma sabatina tensa. A nomeação, impulsionada pelo presidente Lula da Silva e com o apoio nos bastidores do empresário José Seripieri Júnior, da Amil, esbarra na falta de experiência de Damous no setor e em seu histórico de posicionamentos polêmicos.
A trajetória de Damous, que inclui a defesa do aborto e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), já acende alertas entre parlamentares, principalmente da bancada evangélica. Sua atuação à frente da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) também é alvo de questionamentos, especialmente no que diz respeito à atuação do órgão frente ao cancelamento massivo de planos de saúde pela Amil.
A oposição questiona a inércia da Senacon sob a gestão de Damous durante a onda de cancelamentos de planos, creditando ao então presidente da Câmara, Arthur Lira, o mérito de ter contido a crise. Esse ponto específico deve ser central na sabatina, onde os senadores buscarão esclarecimentos sobre a atuação de Damous na defesa dos consumidores.
Em meio ao turbilhão político, outras questões agitam o Congresso. O chanceler Mauro Vieira enfrenta mais um pedido de convocação na Câmara para explicar as tarifas impostas pela Venezuela a produtos brasileiros. Enquanto isso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se prepara para responder sobre os prazos de financiamentos rurais e o impacto do “tarifaço” dos EUA.
Fonte: http://www.folhabv.com.br





