Secretaria da Saúde do Paraná ressalta a importância da vacinação em gestantes e crianças para conter a doença

Paraná reforça imunização contra coqueluche em gestantes e crianças, buscando ampliar a cobertura vacinal e reduzir riscos da doença.
Panorama atual da imunização contra coqueluche no Paraná
A imunização contra coqueluche está recebendo atenção especial no Paraná em 2025, conforme alertado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa). A imunização contra coqueluche em gestantes e crianças menores de cinco anos tem sido enfatizada para garantir a proteção da população mais vulnerável. O estado registrou, em 2024, 2.819 casos da doença e cinco óbitos, com 548 crianças afetadas abaixo dos cinco anos, o que demonstra a gravidade do cenário e a necessidade de ampliar a cobertura vacinal.
O secretário Beto Preto destaca a importância da vacinação contínua, especialmente das doses de reforço para crianças e da vacina dTpa para gestantes, que estão com as taxas de adesão aquém do recomendado pelo Plano Nacional de Imunização (PNI).
Cobertura vacinal e estratégias para reforço da vacina em gestantes e crianças
O Programa Nacional de Imunização estabelece meta de 95% para cobertura vacinal contra a coqueluche. No Paraná, a vacina pentavalente, aplicada em três doses entre dois e seis meses de vida, alcançou 92,92% de cobertura em 2025. Já a vacina DTP, que funciona como reforço aos 15 meses e quatro anos, apresentou 87,45% de cobertura. A vacina dTpa, destinada a gestantes a partir da 20ª semana de gestação, alcançou 65,85% de cobertura, destacando uma lacuna importante a ser preenchida.
O esquema vacinal reforça a necessidade da aplicação correta e oportuna das doses para garantir proteção efetiva, ressaltando a importância de campanhas e ações de conscientização para aumentar a adesão.
Impactos da coqueluche e importância da prevenção contínua
A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma infecção respiratória altamente contagiosa, podendo levar a complicações severas, principalmente em crianças menores de seis meses. Os sintomas iniciais são semelhantes a um resfriado comum, mas a doença pode evoluir para tosses intensas e até paradas respiratórias.
A transmissão ocorre por gotículas de saliva e uma pessoa infectada pode contaminar até 17 outras, com o período de contágio estendendo-se até três semanas de tosse intensa. O tratamento com antibióticos encerra essa fase contagiosa.
A doença apresenta ciclos de aumento dos casos a cada três a cinco anos, o que destaca a importância da vigilância epidemiológica contínua e da manutenção dos níveis adequados de vacinação.
Disponibilidade da vacina e acessibilidade para a população no Paraná
A vacina contra coqueluche está disponível gratuitamente em mais de 1.850 salas de vacinação espalhadas pelo estado do Paraná. Isso reforça o compromisso do sistema público de saúde em garantir o acesso à imunização para todos, especialmente para os grupos prioritários como gestantes e crianças pequenas.
Além da vacinação, medidas de higiene pessoal como lavar as mãos frequentemente e evitar contato com pessoas doentes são recomendadas para prevenir a disseminação da doença. Pacientes infectados devem permanecer isolados e utilizar máscaras para reduzir o risco de transmissão.
Desafios para aumentar a adesão à vacinação e perspectivas futuras
Apesar da disponibilidade e da importância da imunização contra coqueluche, a adesão às doses de reforço e à vacina para gestantes ainda está aquém do esperado, o que pode comprometer o controle da doença. O desafio principal está em conscientizar a população sobre a eficácia e a necessidade da vacinação regular.
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná mantém esforços para informar e mobilizar a população, utilizando campanhas educativas e facilitando o acesso às salas de vacinação. A expectativa é que, com o aumento da cobertura vacinal, os casos de coqueluche continuem a regredir, protegendo crianças e gestantes e reduzindo a mortalidade associada.
A vigilância epidemiológica e o reforço das estratégias de imunização permanecem essenciais para controlar esta doença cíclica e garantir a saúde pública no Paraná.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: SESA





