Analistas destacam que as consequências são limitadas para o Brasil, apesar do aumento nas exportações para a China.

O acordo da soja entre EUA e China tem impactos limitados no mercado brasileiro, com aumento nas exportações para a China.
O acordo da soja entre EUA e China: uma análise do impacto no Brasil
O acordo de soja entre os Estados Unidos e a China, embora tenha gerado expectativas, afeta pouco o mercado brasileiro. Até 12 milhões de toneladas eram esperadas para exportação americana, mas até o momento apenas 2 milhões foram confirmadas. No mesmo período do ano passado, esse número já atingia 15,8 milhões de toneladas. Essa situação, descrita por analistas, indica uma oportunidade para o Brasil, que elevou suas exportações para a China a 79 milhões de toneladas até outubro, superando as 69 milhões do ano anterior.
O cenário das exportações e os preços da soja
A reação do mercado foi imediata. Após o anúncio do acordo, os preços da soja em Chicago aumentaram, passando de US$ 10,85 por bushel para uma máxima de US$ 11,695. Entretanto, essa alta fez com que o prêmio pago pela soja brasileira caísse. Para os produtores que fecharam contratos em setembro, o prêmio estava a US$ 0,42 por bushel, mas agora é negativo, em US$ 0,15. Essa situação mostra que, enquanto a China não comprava soja americana, os EUA buscaram outros mercados, o que deve beneficiar o Brasil.
A relação Brasil-China e a competitividade no mercado
Apesar do aumento das exportações brasileiras para a China, a participação do Brasil em outros mercados não foi substancialmente afetada. De janeiro a outubro de 2024, as exportações para esses outros mercados totalizaram 25 milhões de toneladas, enquanto neste ano foram 22 milhões. O Brasil, com sua soja mais competitiva, ainda se destaca, mesmo com a China reduzindo a taxa de importação da soja americana de 20% para 10%. Isso significa que a soja dos Estados Unidos entra no mercado chinês com um custo superior ao do Brasil.
Expectativas para a safra de soja 2025/26
O Brasil está atualmente em um período de entressafra, com baixa disponibilidade de soja. Os chineses, no entanto, devem aguardar uma avaliação melhor da safra brasileira para 2025/26. Se as previsões se confirmarem, com um recorde de 177 milhões de toneladas, isso pode limitar as compras de soja americana. Até 14 de novembro, o Brasil já havia exportado 103 milhões de toneladas, superando o recorde de 102 milhões do ano anterior.
Conclusão: o impacto real na economia brasileira
Apesar do acordo anunciado pelo governo americano, os preços da soja ao produtor brasileiro não sofreram grandes variações, mantendo-se próximos a R$ 120 em Cascavel (PR) e R$ 108 em Sorriso (MT). Assim, mesmo com a movimentação do mercado, as consequências diretas para o Brasil são limitadas, consolidando o país como um player relevante no comércio internacional de soja.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Vaivém das Commodities





