Projeto aprova mudança que transfere domicílios entre Rio Branco do Sul e Bocaiúva do Sul, criando tensão local

Projeto do deputado Hussein Bakri redefine limites entre Rio Branco do Sul e Bocaiúva do Sul, transferindo 83 domicílios e provocando embate pela gestão territorial na Região Metropolitana de Curitiba.
Hussein Bakri força redefinição territorial controversa na RMC
O deputado Hussein Bakri (PSD) impôs nesta terça-feira (21), na Comissão de Fiscalização da Assembleia Legislativa do Paraná, a aprovação do Projeto de Lei nº 630/2026, que redefine os limites entre os municípios de Rio Branco do Sul e Bocaiúva do Sul, alterando um marco geográfico que vigorava desde 1951. A manobra legislativa tem repercussão imediata na Região Metropolitana de Curitiba, ao transferir para Bocaiúva do Sul 83 domicílios anteriormente sob jurisdição de Rio Branco do Sul.
Impacto direto em comunidades e gestão pública
A mudança territorial pretende corrigir questões cartográficas e garantir maior segurança jurídica. Entretanto, a realocação atinge diretamente as comunidades de Ribeirãozinho, São Felipe e Caeté, que historicamente se identificam com Bocaiúva do Sul, mas estavam sob atendimento público de Rio Branco do Sul. A transferência pode causar transtornos na prestação de serviços e acirrar tensões políticas locais, já que mexe com identidades e administrações consolidadas.
Embate político e disputa pelo controle municipal
Apesar do argumento oficial de aprimoramento da gestão territorial, o projeto revela a pressão das prefeituras para ampliar suas áreas e bases eleitorais, gerando um cenário de disputa pelo controle municipal na RMC. O episódio expõe as contradições entre alinhamento político na Assembleia e as demandas reais das populações afetadas, que podem enfrentar burocracia e incerteza sobre direitos e serviços.
Bastidores indicam jogo político além da superfície
A aprovação rápida e sem amplo debate público do projeto sugere atuação estratégica de Hussein Bakri e seu grupo para consolidar influência regional. As prefeituras envolvidas comemoram a mudança, mas o impacto social e político ainda deve provocar reação das comunidades atingidas e possível contestação judicial. O episódio reforça a complexidade dos ajustes territoriais e a necessidade de maior transparência e diálogo com a população.
A saga da redefinição dos limites municipais na RMC demonstra como decisões legislativas aparentemente técnicas carregam forte carga política e social, revelando as tensões permanentes entre poder local, gestão pública e cidadania.
Fonte: assembleia.pr.leg.br








